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Concorrência com importados derruba preços de eletrônicos, aponta IBGE

Valor dos equipamentos tem queda de 3,80% em junho ante maio; em 12 meses, recuo é de 16% SÃO PAULO - A concorrência com produtos importados ajudou a puxar a

03/08/2011 16:56:26

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Valor dos equipamentos tem queda de 3,80% em junho ante maio; em 12 meses, recuo é de 16%

SÃO PAULO - A concorrência com produtos importados ajudou a puxar a queda de 3,80% nos preços de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos em junho ante maio, medida pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o setor acumulou um recuo de 9,42% em 2011. Em 12 meses, a queda foi de 16,04%.

"Você vai ter uma queda nos preços dos produtos de informática, principalmente esses ligados ao consumidor, por conta da concorrência de produtos externos. Então, os produtos ofertados pelos produtores locais vão acabar tendo uma queda", disse Cristiano Santos, técnico do IPP na Coordenação de Indústria do IBGE.

Na comparação com maio, o setor apareceu como a atividade que apresentou a maior variação de preços e a terceira maior influência mensal, -0,13 ponto porcentual na queda de 0,66% do IPP. Outra razão para o recuo nos preços é a desvalorização do dólar ante o real, segundo Santos.

Os produtos com as maiores influências negativas no índice mensal foram telefones celulares, televisores, componentes eletrônicos, e impressoras, incluindo multifuncionais, enquanto os componentes eletrônicos tiveram sinal positivo.

Preços de veículos caem em junho

Os preços dos veículos automotores registraram queda de 0,16% em junho ante maio, no IPP. No acumulado do ano, a variação foi de 0,16%. Em 12 meses, houve leve queda de 0,02%. O produto que mais influenciou o índice em junho foi automóvel para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência.

"O setor de veículos é muito importante no IPP, mas ele não teve uma grande variação, então ele segura uma queda que poderia ter sido maior por conta de alimentos e metalurgia e outros equipamentos de informática", avaliou Cristiano Santos, técnico do IPP na Coordenação de Indústria do IBGE.

Fonte: Daniela Amorim, da Agência Estado

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