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Cheque especial: Taxa de juros registra queda com nova regra

Nova regra imposta pelo Banco Central prevê juros fixos sobre a cobrança de taxas do Cheque Especial.

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Cheque especial: Taxa de juros registra queda com nova regra

Cheque especial: Taxa de juros registra queda com nova regra

A taxa de juros no cheque especial registrou queda de 82 pontos percentuais em janeiro, segundo divulgou o Banco Central nesta quinta-feira, 27. Em janeiro, a taxa fechou em 165,6% ao ano, contra 247,6% em dezembro de 2019. A taxa média mensal recuou de 10,9%, em dezembro, para 8,5%, em janeiro.

Segundo o BC, a redução refletiu uma medida tomada pela autoridade monetária que limitou a taxa mensal de juros do cheque especial a 8%. Apesar da queda, os juros nessa modalidade ainda ficaram acima do limite instituído pelo Banco Central.

Nova regra Cheque Especial

A nova regra reduz o juro do cheque especial, mas permite que os bancos cobrem tarifa pelo limite disponível para clientes, mesmo que esta modalidade de crédito não seja usada.

Conforme o novo regulamento, a taxa máxima de juros que os bancos poderão cobrar de pessoas físicas e microempreendedores individual (MEI) é de 8% ao mês. Contudo, nesse custo não está incluído o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Além disso, a tarifa de 0,25% ao mês vai incidir sobre os limites de crédito superiores a R$ 500. A intenção do BC foi a de impor algum controle sobre o cheque especial: a modalidade tem os maiores juros de mercado, e eles não caíram no mesmo ritmo da taxa básica da economia (Selic), atualmente, em 4,5% anuais.

Queda no juros

Em janeiro de 2019, os juros médios do cheque especial praticados pelos bancos eram de 11,5%.

A taxa no cartão de crédito na modalidade de rotativo ficou em 316,8%, uma queda de dois pontos percentuais em comparação com dezembro de 2019, quando fechou em 318,8%. Em janeiro do ano passado, a taxa estava em 287,1%. O cliente entra no juros rotativo quando não paga o valor integral da fatura na data de vencimento.

Em janeiro, a taxa básica de juros, a Selic, estava em 4,5%. A Selic serve como um guia para que as instituições financeiras decidam os juros que serão cobrados em diferentes modalidades. No início de fevereiro, o Banco Central reduziu novamente a taxa para 4,25%, o menor patamar da história.

Spread bancário

O spread bancário — diferença entre o custo do dinheiro que os bancos captam e o que é cobrado do cliente — passou de 27,9% em dezembro de 2019 para 28,3% em janeiro deste ano. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a redução foi de 1,3 ponto percentual, de 29,6% para 28,3%.

O índice de inadimplência se manteve estável em 3%. A taxa é a mesma de janeiro do ano passado e significa um aumento de 0,1 ponto percentual em comparação com dezembro de 2019.

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