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Recuperação econômica

Redução de benefícios ou revisão de tributos podem bancar desoneração da folha

Secretário da Receita Federal diz que governo estuda desoneração sobre a folha de pagamento para estimular recuperação de empregos.

16/06/2020 14:30:01

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Redução de benefícios ou revisão de tributos podem bancar desoneração da folha

O secretário especial da Receita Federal, José Tostes Neto, afirmou nesta segunda-feira (15), que o governo pretende promover uma desoneração da folha de pagamento para estimular a recuperação de empregos, após a crise econômica decorrente da pandemia de Covid-19, e que a redução de benefícios fiscais ou revisão de alíquotas de outros tributos podem dar suporte à investida.

O anúncio foi feito em um em debate online promovido no âmbito do Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat). "Pelos custos elevados que essa desoneração tem, o grande desafio vai ser encontrar fontes para essa desoneração.Estamos debruçados sobre estudos", acrescentou o secretário.

De acordo com Tostes, a reforma tributária é uma das prioridades do governo e, em função dos desdobramentos da pandemia de coronavírus, há agora um senso de urgência maior para os ajustes prosperarem, para que abram espaço para mais investimentos e crescimento econômico.

Nesse sentido, a ideia do governo é que a proposta seja mais ampla, envolvendo não apenas a parte dos tributos sobre o consumo. Ele afirmou que a comissão mista sobre a reforma tributária no Congresso deve retomar seus trabalhos no início de julho, ainda que por videoconferências.

Encargos sobre a folha de pagamento

No debate online, Tostes ressaltou que a revisão dos encargos sobre a folha de pagamento das empresas viria para estimular a formalização do emprego.

A contribuição previdenciária que é paga pelos empregadores ultrapassa a casa dos 200 bilhões de reais ao ano. Para abrir mão dessa fonte de receita, o ex-secretário da Receita Marcos Cintra defendia a instituição de um imposto sobre transações nos moldes da antiga CPMF, ideia que acabou recebendo forte oposição da sociedade, políticos e até do presidente Bolsonaro.

Em sua fala, o atual secretário da Receita não mencionou o eventual imposto sobre transações.

Em relação à renda, ele pontuou que a ideia, para pessoas físicas, é que haja reformulação rumo a uma maior progressividade, com mudanças na estrutura da tabela de IR e no conjunto de deduções e abatimentos que são hoje possíveis.

Já para as pessoas jurídicas, o governo mira uma revisão na forma de apuração no lucro real. "Hoje existem conjuntos de mais de 300 adições e exclusões na apuração do lucro real que tornam esse processo bastante complexo", afirmou Tostes.

Novo imposto

Na parte do consumo, ele afirmou que a equipe econômica irá propor a criação de uma contribuição sobre bens e serviços, CBS, fundindo PIS e Cofins como um imposto sobre valor agregado (IVA).

A ideia é que o CBS tenha apuração simples de crédito tributário e proporcione aproveitamento integral de todos os créditos. Segundo o secretário, haveria com isso eliminação de mais de 100 regimes especiais que hoje existem.

O CBS teria alíquota única, com incidência geral sobre todos os bens e serviços, inclusive os intangíveis.

Tostes defendeu que esse imposto poderia ser implementado mais rapidamente que o discutido nas reformas tributárias que já tramitam no Congresso, que propõem a unificação de mais impostos sobre o consumo, incluindo de competência estadual e municipal, num IBS - imposto sobre bens e serviços.

Ele frisou, ainda, que a criação do CBS é aderente a um futuro IBS, que poderia ser viabilizado num segundo momento.

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