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Qualidade de vida

70% das pessoas preferem home office ao escritório

Pesquisa realizada pela FEA/USP mostra que home office já é preferência entre trabalhadores e empresários.

18/07/2020 12:00:02

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70% das pessoas preferem home office ao escritório

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que 70% das pessoas prefeririam continuar o trabalho em home office.

Em entrevista à Rádio USP, o professor Wilson Amorim, que é um dos coordenadores do estudo, afirmou que os resultados foram surpreendentes.

“Colocamos a expectativa de que as pessoas tivessem uma visão relativamente crítica do trabalho em casa e a distância. Não foi isso o que aconteceu”, disse.

A pesquisa mostrou que a maior parte dos participantes gostaria de continuar trabalhando de casa, contra 19% que preferem o retorno ao escritório e 11% que foram indiferentes. O estudo foi aplicado entre maio e junho de 2020, com pessoas de diferentes setores que estão trabalhando em casa na pandemia.

Para quem quer permanecer em casa, a boa notícia é que o modelo também é positivo para as empresas. Além da redução de custos, como o aluguel e energia, o home office apresenta um aumento de até 13% na produtividade.

Home office

Para Amorim, a preferência dos trabalhadores pelo home office está ligada a diversos fatores, como o aumento do desemprego, o medo de se contaminar ao sair de casa e o tempo no trânsito, que é evitado quando se trabalha de casa.

Contudo, o professor ressalta que os participantes alegaram dificuldades, como a ausência de material ou espaço para trabalhar. “A maioria das pessoas não têm um cantinho específico para trabalhar em casa. As pessoas estão compartilhando espaços”, diz. “A despeito disso tudo, as pessoas ainda tiveram uma visão positiva do trabalho nesse período.”

Preferência por setor

Há ainda uma diferença de aprovação do home office entre os setores. Na educação, por exemplo, a resistência ao trabalho à distância é maior.

“Foi o [setor] que se mostrou mais crítico em relação à modalidade, com apenas 56% respondendo que gostariam de continuar trabalhando a distância, muito talvez pela abrupta adaptação e diversos outros fatores”, comenta Amorim.

O professor ainda ressaltou que o caráter emergencial na transição para o home office trouxe alguns problemas na execução do trabalho, que se refletem, por exemplo, na avaliação ruim dos participantes sobre a relação com a chefia.

No estudo, cerca de 1.300 pessoas foram entrevistadas, com uma predominância de profissionais com alta qualificação e renda elevada.

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