x
CONTEÚDO notícias

Programas sociais

Estudo diz que fim do auxílio emergencial deve deixar 38 milhões sem assistência

Um estudo da Fundação Getulio Vargas mostra que esses 38 milhões que devem ficar sem assistência com fim do auxílio emergencial são os de baixa renda e escolaridade.

06/10/2020 11:30:01

1,7 mil acessos

  • compartilhe no facebook
  • compartilhe no twitter
  • compartilhe no linkedin
  • compartilhe no whatsapp

Estudo diz que fim do auxílio emergencial deve deixar 38 milhões sem assistência

De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getulio Vergas (FGV), o fim do Auxílio Emergencial em dezembro deve deixar cerca de 38 milhões de brasileiros sem assistência. Essas pessoas são, em sua maioria, de baixa renda, pouca escolaridade e trabalham em atividades informais.

Os pesquisadores dizem que esse estudo reforça a necessidade do governo definir novos rumos para as políticas assistenciais após o término do benefício instituído na pandemia causada pelo novo coronavírus.

Segundo o levantamento feito pela FGV, os 38 milhões correspondem ao número de pessoas que recebera a primeira parcela do auxílio, mas que não estão inscritas no Cadastro único e, consequentemente, não vão receber o Bolsa Família quando terminar o auxílio do governo.

O número corresponde a 61% da parcela da população que recebeu o auxílio emergencial. São 64% informais, 74% tem renda até R$ 1.254 e são, em sua maioria, pessoas de baixa escolaridade, com no máximo o ensino fundamental (5%).

O estudo da FGV não diferencia a parcela da população que recebeu o auxílio sem ter direito. Até agosto, 6,4 milhões de pessoas estavam nessa situação de irregularidade, segundo relatório do Tribunal de Contas da União, incluindo militares e funcionários públicos. O levantamento foi feito com base nos dados da Pnad Covid-19 referentes a agosto.

Cenário sem auxílio

O levantamento ainda aponta que, sem o auxílio emergencial, essa parcela da população teria registrado uma queda de 12% de seus rendimentos em relação à renda habitual antes da pandemia.

Com o auxílio, o ganho médio de renda foi de 38%. As perdas e ganhos são similares ao do universo total de beneficiários do auxílio, de 11% e 37%, respectivamente.

Entre os “invisíveis”, como essa parcela foi chamada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, informais e mulheres são os que mais se beneficiaram da política emergencial de transferência. Para as mulheres informais não inscritas no Cadastro Único, a perda de renda teria sido de 20% sem auxílio, e o ganho com a política chega a 52%.

Fonte: Com informações da Folha

VER COMENTÁRIOS

O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.