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Novo programa social

Bolsa Família permanecerá se não for possível financiar Renda Cidadã, diz Guedes

Guedes afirma que é melhor voltar para o Bolsa Família do que promover o Renda Cidadã de maneira irresponsável.

19/10/2020 09:55:02

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Bolsa Família permanecerá se não for possível financiar Renda Cidadã, diz Guedes

O novo programa social, Renda Cidadã, volta a ser destaque na mídia pela incerteza de sua criação por parte do governo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (16) que, se não encontrar espaço fiscal para implementar o novo programa social, o governo vai continuar com o Bolsa Família.

Segundo o ministro, para ser criado, o Renda Cidadã tem que obedecer a regra do teto de gastos, que impede o crescimento das despesas em percentual acima da inflação do ano anterior.

“Se não encontrarmos espaço fiscal para fazer um programa melhor, vamos voltar para o Bolsa Família. É melhor voltar para o Bolsa Família que promover um programa irresponsável”, afirmou durante evento virtual de uma empresa de investimentos.

Em inglês, o ministro voltou a afirmar que não há planos de estender o auxílio emergencial para além de 2020. Em setembro, o governo publicou uma medida provisória que prorrogou até dezembro o pagamento do auxílio emergencial. O valor das quatro últimas parcelas, no entanto, caiu de R$ 600 para R$ 300.

Unificação de programas

No pronunciamento, o ministro voltou a defender a unificação de 27 programas sociais existentes em um só e disse que é possível dar um impulso financeiro no novo programa se cortar privilégios dos mais ricos, como dedução de gastos com educação e saúde no imposto de renda.

Durante o evento, ele também falou sobre a criação do imposto sobre transações digital para compensar a desoneração da folha. Guedes afirmou que não desistiu de propor a criação da tributação, que está sendo encarada por muitos como uma CPMF, que era cobrado sobre transações financeiras.

Segundo o ministro, é melhor um imposto ruim, um "shitty tax" (imposto de merda), do que taxar o trabalho.

"Estamos subsidiando capital e nós taxamos o trabalho. É inaceitável. Então, enquanto as pessoas não vierem com uma solução melhor, eu prefiro a segunda melhor, que é esse imposto de merda", disse.

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