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Valorização do real: moeda brasileira sobe de 116º para 12º em ranking das que mais estão se fortalecendo

Em 2020, o real passou praticamente o ano todo na ponta debaixo da tabela, mas o cenário é outro neste ano, já acumulando alta de 3,2% frente ao dólar.

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Valorização do real: moeda brasileira sobe de 116º para 12º em ranking das que mais estão se fortalecendo

Valorização do real: moeda brasileira sobe de 116º para 12º em ranking das que mais estão se fortalecendo Foto de joelfotos no Pixabay

Em 2020, o Brasil teve um dos piores momentos em relação à valorização do real. Passou praticamente o ano todo no topo da lista das piores moedas do mundo, chegando a 116º posição em uma escala de 120 países. Mas, nos últimos meses, a situação se reverteu e, agora, a moeda oficial do país está entre as 20 que mais se fortaleceram frente ao dólar. O levantamento é feito pela agência brasileira de classificação de risco Austin Rating.

Atualmente, segundo o ranking, o real é a 12ª moeda que mais se valorizou desde o começo de 2021, somando uma alta acumulada de 3,2% frente ao dólar. Ou seja, no cálculo invertido que é comum no Brasil, isso equivale a uma queda do dólar de 3,1% frente ao real desde o começo do ano. 

A situação é muito diferente do ano passado, quando o real encerrou o ano tendo sido a sexta moeda que mais perdeu valor no mundo, com uma depreciação de 22,4% em relação ao dólar, também de acordo com a Austin. No ano passado, a lista contou com 121 países.

Valorização do real sobe em 2021

A cotação do dólar, em março deste ano, chegou perto dos R$ 5,90. A partir daí, a cotação da moeda começou a perder força frente ao real, conforme as tensões econômicas foram se aliviando no Brasil. Atualmente, a moeda norte-americana é cotada na faixa dos R$ 5 e a queda, desde o pico, já é de 14%.

Segundo economistas, a mudança de cenário para o real se deve às melhorias tanto nas perspectivas para o PIB do Brasil quanto para o seu resultado fiscal.

Outro fator apontado pelos especialistas é o aumento forte já feito pelo Banco Central na taxa básica de juros do país desde março, já que juros mais altos ajudam a atrair investidores para os títulos domésticos.

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