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Carreira

Recolocação profissional: saiba se tentar um emprego fora da sua área pode prejudicar o currículo

Com o aumento do desemprego durante a pandemia, muitos profissionais têm recorrido a outras áreas para conseguir uma vaga.

17/07/2021 12:00:01

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Recolocação profissional: saiba se tentar um emprego fora da sua área pode prejudicar o currículo Pexels

O desemprego no Brasil tem levado as pessoas a procurarem oportunidades de recolocação em áreas diferentes de suas formações. 

Especialistas alertam que essa alternativa pode dificultar ainda mais a conquista de um emprego, já que, em outra área, o candidato não tem a experiência necessária. Mas, dependendo de quais setores serão escolhidos para direcionar suas tentativas, ele pode se dar bem. 

Outro ponto que é a favor dessas pessoas, é que profissionais multidisciplinares, que tenham facilidade para se adaptar a diversas funções, saem na frente.

Antes de tomar a decisão, o indicado é escolher as áreas onde quer atuar. Algumas podem combinar com o segmento de atuação e até pedir habilidades semelhantes. Isso aumenta as chances de conseguir a vaga.

No currículo, é preciso destacar as competências adquiridas em experiências anteriores que farão a diferença para atuar em outra área. E dar destaque a cursos que estejam ligados ao novo objetivo.

Se a decisão de trabalhar em outro setor for temporária, é importante não deixar de se atualizar sobre a área em que sempre atuou.

Já o profissional que pensa em mudar de área em definitivo deve se planejar e fazer cursos para ter condições de concorrer com os demais candidatos.

Hugo Capobianco, especialista em Carreira da Consultoria LHH, e Felipe Iotti, head de Recursos Humanos da Gi Group Brasil, preparam algumas dicas para os candidatos.

Trabalho fora da área de especialização

Questionado se é indicado o candidato aceitar uma vaga em uma área diferente para não ficar sem emprego, Felipe Iotti diz que depende do momento de cada profissional e das dificuldades que possa estar passando. 

“Em linhas gerais, não é indicado aceitar de imediato uma vaga em uma área diferente - a menos que seja o desejo do profissional - assim que perde o emprego. Se possui uma reserva de emergência e teve acesso às verbas rescisórias, o melhor é que busque inicialmente dentro de sua atuação de interesse e, caso os recursos acabem, então ser mais flexível e se abrir para outras oportunidades”, explica.

Para Hugo Capobianco, o profissional deve avaliar com muita clareza qual é a sua necessidade, seja financeira ou psicológica, pois muitas pessoas que precisam trabalhar não conseguem aguardar um emprego na sua área de atuação. 

“O mais indicado é o profissional tentar seguir, quando possível, na sua área, até para continuar se desenvolvendo na sua trilha profissional”, completa.

Ajudar x prejudicar a carreira

Hugo diz que, caso o profissional escolha aceitar um emprego fora da sua área, a possibilidade de retomada pode ser mais difícil, certamente não impossível, mas requer alguns cuidados como, por exemplo, o que falar ao entrevistador a respeito dessa mudança. 

“Lembrando que culpar o cenário econômico ou a alta taxa de desemprego não é uma argumentação bem aceita. Portanto, avalie muito bem ao se deslocar para outra área. Um ponto que poderá ajudar é o profissional se encontrar em outra área, em outra atividade, e ampliar sua carreira”.

Felipe pontua que se a área de atuação for próxima, não haverá necessariamente um prejuízo para a carreira. Pode até ser uma oportunidade para desenvolver outros conhecimentos e se tornar um profissional mais generalista. 

“Caso seja uma atuação muito distinta, que o profissional aceitou apenas por necessidade financeira, há dois cenários: ele pode gostar da área e resolver fazer de fato uma mudança de carreira e escolher se aprofundar no novo departamento, ou o profissional pode continuar buscando oportunidades em sua área de atuação para não se distanciar muito das práticas da função e conseguir voltar à sua atuação original de maneira mais fácil”, explica.

O que colocar no campo ‘objetivo’ do currículo?

O campo ‘objetivo’ do currículo, segundo Felipe, deve estar alinhado à vaga para a qual o profissional irá se candidatar. Porém, no campo de resumo, é interessante mostrar os principais conhecimentos técnicos e habilidades que esse profissional tem, mostrando em que atuações possui conhecimento e experiência.

Hugo lembra que a informação deve ter aderência à vaga, ou seja, quanto mais alinhamento tiver com o perfil da posição, melhor será a sua aceitação.

Por fim, os especialistas orientam sobre a entrevista e se é indicado ou não dizer que está buscando a vaga porque não está conseguindo emprego na sua área.

“Em um processo seletivo, o que mais conta é a forma como mostramos nossa trajetória e o que nos levou até aquele processo seletivo. Recomendo que o foco seja no motivo pelo qual o profissional resolveu aplicar para a vaga e quais competências e conhecimentos possui que fazem sentido para a posição aplicada”, diz Felipe.

Devido à situação financeira, um profissional que se candidate para uma vaga de nível de senioridade inferior ao que possuía ou até para uma posição totalmente diferente de seu ramo de atuação, se questionado, não há problemas em falar que está buscando uma atuação diferente pela dificuldade de recolocação devido à situação econômica atual.

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