x

Relatório

Banco Mundial: efeito negativo sobre emprego e salário no Brasil devem durar 9 anos

O relatório da instituição, que foi divulgado hoje, também diz que a crise deve provocar "cicatrizes" mais "intensas" nos trabalhadores menos qualificados.

  • compartilhe no facebook
  • compartilhe no twitter
  • compartilhe no linkedin
  • compartilhe no whatsapp
Banco Mundial: efeito negativo sobre emprego e salário no Brasil devem durar 9 anos

Banco Mundial: efeito negativo sobre emprego e salário no Brasil devem durar 9 anos pexels

O Banco Mundial divulgou um relatório nesta terça-feira (20) afirmando que a crise no Brasil, causada pela pandemia de Covid-19, deve gerar reflexos negativos sobre empregos e salários no país por nove anos.

O relatório "Emprego em crise: Trajetórias para melhores empregos na América Latina pós-Covid-19" mostra que os países da região costumam levar "muitos anos" para se recuperar quando há perda de emprego em crises econômicas.

Além disso, o documento pontua que as "grandes sequelas" tendem a persistir na região por muitos anos, levando os países da América Latina à redução "longa e expressiva" dos índices de emprego formal.

"No Brasil e no Equador, embora os trabalhadores com ensino superior não sofram os impactos de uma crise em termos salariais e sofram apenas impactos de curta duração em matéria de emprego, os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio ainda perduram nove anos após o início da crise", diz o relatório.

Trabalhadores menos qualificados sofrem mais

O estudo do Banco Mundial afirma que a crise causada pela pandemia deve provocar "cicatrizes" mais "intensas" nos trabalhadores menos qualificados, isto é, segundo o banco, aqueles sem ensino superior. Essas "cicatrizes" são aumento do desemprego; aumento da informalidade; e redução dos salários.

"Na região da ALC [América Latina e Caribe], as cicatrizes são mais intensas para os trabalhadores menos qualificados, sem ensino superior", diz o documento.

De acordo com o banco, os trabalhadores informais têm menos proteções contra os efeitos de crises econômicas e, assim, a probabilidade de eles perderem o emprego é maior, independentemente da qualificação. Por outro lado, o relatório diz que os trabalhadores com ensino superior não devem sofrer os impactos da crise no salário.

Leia mais sobre

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTICULISTAS CONTÁBEIS

VER TODOS
Enquete da semana Contabeis

Qual tema mais está travando sua rotina contábil hoje?

Clique para votar

O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.

1999 - 2026 Contábeis ® - Todos os direitos reservados. Política de privacidade · Preferências de cookies