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Importação: Guedes estuda baixar tarifas, mas Mercosul será desafio para medida

A redução na tarifa de importação seria de 10%, e linear, para todos os setores.

29/09/2021 09:15:01

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Importação: Guedes estuda baixar tarifas, mas Mercosul será desafio para medida Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal está considerando baixar as tarifas de importação. A assessoria jurídica do Ministério da Economia já foi acionada pelo ministro Paulo Guedes para estudar o caso. 

Mas os países do Mercosul precisam concordar de forma unânime com a medida e esse é o maior obstáculo do Executivo para implementar a medida. 

Segundo apuração da Folha, Guedes intensificou nos últimos dias a pressão sobre a Argentina, que tem exercido poder de veto para a redução. O ministro pretende encontrar uma fórmula jurídica que permita a baixa mesmo com o país vizinho votando contra ela.

Redução de tarifas

A ideia do ministro é que a redução seja de 10%, e linear, para todos os setores.

Ele tem repetido que uma maior abertura do país é necessária para o controle da inflação. As outras medidas, afirma Guedes, já foram tomadas: o controle fiscal do governo, contraindo gastos. 

E a independência do Banco Central, que hoje está mais livre para executar a política monetária, aumentando juros e freando uma explosão de preços na economia.

Inflação 

A inflação do governo de Jair Bolsonaro é uma das maiores das últimas décadas: 10% no acumulado de 12 meses.

Na visão de economistas, o quadro reflete uma difusão maior da alta de preços entre os setores da economia. Analistas do mercado financeiro ainda evitam falar em descontrole inflacionário, mas passaram a elevar suas projeções para o IPCA tanto em 2021 quanto em 2022.

Segundo o IBGE, a alta de 0,87% em agosto é a maior para o IPCA desde 2000. O resultado, associado principalmente ao aumento da gasolina, veio após um avanço ainda mais forte em julho, de 0,96%.

Mesmo com a desaceleração, a taxa de agosto ficou acima das expectativas do mercado. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam variação de 0,71% no mês passado.

Fonte: com informações da Folha

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