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COMPROVANTE DA VACINAÇÃO

Passaporte da vacina: Justiça derruba exigência da prefeitura do Rio de Janeiro

Passaporte começou a ser obrigatório no dia 15 de setembro e já foi revogado por decisão que alega cerceamento de liberdade e prefeitura do RJ pretende recorrer na justiça.

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Passaporte da vacina: Justiça derruba exigência da prefeitura do Rio de Janeiro

Passaporte da vacina: Justiça derruba exigência da prefeitura do Rio de Janeiro Foto de Nataliya Vaitkevich no Pexels

A exigência de apresentação da comprovação de vacinação contra a covid-19 que está sendo aplicada em diversos municípios do país para acessar locais fechados, academias e eventos, foi derrubada nesta quarta-feira (29), por decisão liminar da Justiça. A medida é do desembargador Paulo Rangel, do Tribunal de Justiça (TJ), em habeas corpus de uma pessoa que argumentou cerceamento de liberdade de locomoção.

“Na medida em que a impetrante não pode circular por esses locais sem a carteira de vacinação ou também chamado passaporte sanitário há violação à liberdade de locomoção não só dela, mas de todo e qualquer cidadão que queira circular por esses locais”, afirmou o desembargador na decisão.

Segundo o desembargador, a exigência da comprovação da vacina se assemelha a comportamentos históricos ligados à escravidão, que remontam à tirania e à ditadura.

“Se no passado existiu a marcação a ferro e fogo dos escravos e gados através do ferrete ou ferro em brasas, hoje é a carteira da vacinação que separa a sociedade. O tempo passa, mas as práticas abusivas, ilegais e retrógradas são as mesmas. A carteira de vacinação é um ato que estigmatiza as pessoas, criando uma marca depreciativa e impedindo-as de circularem pelas ruas livremente, com nítido objetivo de controle social. É uma ditadura sanitária. O decreto quer controlar as pessoas e dizer, tiranicamente, quem anda e não anda pelas ruas da idade”, sustentou o magistrado.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, criticou a decisão e disse que a prefeitura estará ingressando na Justiça com recurso contra a medida. “Decisão lamentável, totalmente ideológica, sem levar em consideração o momento epidemiológico e a pandemia que o mundo está passando”, classificou Soranz.

Com informações Agência Brasil

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