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Aluguel

Preço do aluguel cai entre anúncio e assinatura do contrato; veja dicas de como negociar

Especialista diz que a principal dica é negociar bem antes de tomar a decisão de fechar o contrato.

16/10/2021 12:00:01

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Preço do aluguel cai entre anúncio e assinatura do contrato; veja dicas de como negociar Pexels

A diferença entre o valor médio do aluguel por m² em anúncios e o efetivamente usado em contratos aumentou para o nível recorde em São Paulo em setembro, mas teve uma leve queda no Rio de Janeiro, segundo índice calculado pela imobiliária QuintoAndar. Nas duas capitais, essa diferença se manteve acima dos 15%.

Na capital paulista, os preços de anúncios se mostraram 15,56% mais altos que os usados em contratos em setembro, a maior distância da série histórica, que começa em junho de 2019, superando a marca de 14,98% registrada no mês anterior. 

No Rio, os preços dos anúncios fecharam o mês passado 15,64% acima daqueles nos contratos, uma diminuição na distância registrada em agosto, quando foi de 16,17%.

O valor médio do m² de aluguel em São Paulo fechou setembro em R$ 35,08, aumento de 0,34% em relação a agosto, maior alta mensal desde março. O acumulado de 12 meses, porém, ainda indica queda de 1,52% na capital paulista, de acordo com dados do indicador, o único do mercado calculado com base nos valores reais de contrato. 

No Rio de Janeiro, o valor médio do m² de aluguel voltou a subir após três meses de queda. Entre agosto e setembro, a alta foi de 0,82%, para R$ 29,67/m². No acumulado de 12 meses, o indicador aponta elevação de 3,24%.

Dados de São Paulo

O topo da lista dos bairros mais caros de São Paulo permaneceu inalterado em setembro, com a Vila Olímpia se mantendo na liderança, com valor de aluguel médio de R$ 55,2/m² no mês. Real Parque (R$ 54,2/m²) e Vila Nova Conceição (R$ 51,5/m²) aparecem na segunda e terceira posições, respectivamente. Todos os três bairros tiveram alta no valor do m² de aluguel entre agosto e setembro (4,1%, 2,8% e 4,2%, respectivamente)

Os imóveis de até um dormitório tiveram aumento no preço do metro quadrado de 1,08% entre agosto e setembro, sendo a maior alta desde março. No mesmo período, houve leve aumento de 0,13% nos imóveis de dois quartos e queda de 0,11% nos imóveis de 3 quartos.

Dados do Rio de Janeiro

No Rio, a liderança da lista dos bairros com valores mais altos para o m² de aluguel também permaneceu estável. Ipanema (R$ 50,6/m²) manteve a posição de bairro mais caro da cidade, seguido por Leblon (R$ 47,6/m²) e Jardim Oceânico (R$ 42,1/m²).

Na cidade, os imóveis de um quarto ficaram mais caros, com aumento de 1,15% no m² médio de aluguel entre agosto e setembro. Já as unidades de dois e três quartos também subiram na comparação mensal, de 0,29% e 1,64% - a maior alta desde dezembro de 2020, respectivamente.

Negociar aluguel

"A diferença entre anúncios e contratos no último mês mostra o efeito das negociações entre inquilinos e proprietários", comenta o chefe da área de comunicação do QuintoAndar, José Osse.

O especialista diz que a principal dica é negociar bem antes de fechar o contrato. "Vale buscar informações sobre qual o valor do aluguel em imóveis parecidos na região. Também vale a pena conversar com pessoas que morem no mesmo condomínio e pesquisar outros imóveis parecidos por perto". Segundo ele, isso ajuda a dar uma noção melhor do valor real.

Além disso, diz Osse, é sempre bom calibrar uma proposta pelas condições do imóvel e tentar descobrir se ele está há muito tempo no mercado. Tudo isso contribui para negociar um valor que seja mais justo para todos - inquilino e proprietário.

Fonte: Valor Investe

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