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Locação de escritórios aumenta com avanço da vacinação

Preços de locação podem voltar a ter alta nas regiões nobres de São Paulo.

24/10/2021 13:00:01

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Locação de escritórios aumenta com avanço da vacinação Pexels

O avanço da vacinação contra a covid-19 refletiu no aumento das contratações de aluguel de escritórios de alto padrão, no mercado paulistano. 

Ao mesmo tempo, as devoluções de áreas pelas inquilinas seguem em queda, o que impacta os indicadores de consultorias que acompanham o segmento. 

Com o volume expressivo de novos prédios chegando ao mercado, neste ano, a taxa de vacância continua elevada, mas já há expectativa que regiões nobres da capital paulista possam apresentar início de altas dos preços de locação em 2022.

“O mercado está melhorando. Não é ainda o mundo ideal, mas estamos vendo uma luz no fim do túnel. O próximo ano deve ser bem mais agitado do que 2021”, diz a diretora de locação de escritórios da JLL, Yara Matsuyama. 

Impacto da economia

A executiva cita quatro momentos vividos pelo mercado de espaços corporativos desde o início da pandemia. “Em 2020, a inércia foi assustadora. Na virada do ano, começou a haver procura por áreas. No segundo trimestre, a busca se converteu em mais locações. No terceiro trimestre, houve intensificação dos processos de aluguel, e as empresas pequenas se mostraram mais céleres na tomada de decisões”, diz Matsuyama.

Segundo a JLL, a absorção bruta de julho a setembro foi de 76.192 m2, acima dos 70.344 m2 do segundo trimestre. A principal operação foi o aluguel pela Shopee Brasil de 10,3 mil m2 no Faria Lima Plaza.

Pelas estimativas da Newmark, no terceiro trimestre, a contratação de áreas de escritórios superou as devoluções em 5.900 m2. Isso indica absorção líquida positiva pela primeira vez em cinco trimestres. 

“Considerando-se somente as áreas prioritárias do mercado paulistano, houve absorção líquida de 28.192 m2. se recuperando rapidamente e atraindo a demanda”, diz a diretora de pesquisa e inteligência de mercado da consultoria no Brasil, Mariana Hanania. 

A vacância total ficou em 25,6%, praticamente estável ante os 25,1% do segundo trimestre. Há 98 mil m2 previstos para entrar no mercado até o fim do ano que, assim como as novas contratações, irão afetar a vacina.

Ocupação de escritórios

Este é o momento de definição dos orçamentos das empresas para 2022, incluindo o que estimam gastar com custos de ocupação de escritórios, segundo a presidente da Newmark, Marina Cury. 

“As empresas estão planejando qual será a nova realidade no ano que vem”, diz Cury. Conforme o crescimento da economia, a necessidade de áreas pode aumentar no próximo ano. Nas regiões prioritárias, como as da Faria Lima, do Itaim Bibi e da Juscelino Kubitschek, é possível haver elevações de preços em 2022. “Para demandas acima de 5 mil m2, há poucas opções na região da Faria Lima”, diz Matsuyama, da JLL.

Já nos cálculos da JLL, houve absorção líquida negativa em 22.518 m2, no terceiro trimestre, mas abaixo dos indicadores também negativos de 80 mil m2, de janeiro a março, e de 22 mil m2 no segundo trimestre. No entendimento da diretora da JLL, “o pior já passou” quanto às devoluções de espaços.

No começo da pandemia, quando os escritórios fecharam as portas, os funcionários foram orientados a realizar suas tarefas de casa e chegou-se a questionar se não haveria devolução em massa dos espaços corporativos devido ao trabalho remoto. A possibilidade não se confirmou, ainda que tenha havido empresas que devolveram áreas totais ou parciais. “As pessoas precisam se reunir, socializar”, conclui a diretora da Newmark.

Fonte: Valor econômico

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