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Auxílio Brasil: pesquisa mostra que 44% dos brasileiros consideram errado aumento do benefício

A pesquisa foi feita diante do aumento no valor do benefício para R$ 400 e que deve começar a ser pago em novembro.

28/10/2021 12:00:01

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Auxílio Brasil: pesquisa mostra que 44% dos brasileiros consideram errado aumento do benefício Pexels

O Auxílio Brasil, programa de transferência de renda que vai substituir o Bolsa Família, deve começar a ser pago no próximo mês. A Genial Investimentos/Quaest fez uma pesquisa sobre o novo benefício e detectou que 44% da população brasileira considera um erro o governo federal aumentar o valor pago pelo programa. Cerca de 42% dos entrevistados disseram que essa é uma decisão correta e 13% não souberam ou não responderam.

Além disso, o levantamento também mostrou que, entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, a maioria (59%) apoia a iniciativa do Planalto. Nesse mesmo grupo, 28% acham a decisão errada e 13% não sabem ou não responderam.

Já entre os que se declararam contrários a Bolsonaro o resultado é inverso: 57% dizem que o presidente está tomando uma decisão errada, 32% consideram o programa o caminho correto e 11% não sabem ou não responderam.

No recorte por regiões, o aumento do valor a ser pago pelo Auxílio Brasil é considerado correto pela maioria no Norte (56%) e no Nordeste (44%). Já no Sul (47%), no Sudeste (45%) e no Centro-Oeste (48%) a maior parte dos entrevistados não concorda com a iniciativa.

Auxílio Brasil x Eleições 

As eleições presidenciais acontecem no ano que vem e, por isso, a pesquisa também mediu de que forma o Auxílio Brasil pode influenciar na decisão eleitoral.

O resultado é que 54% dos entrevistados responderam que a decisão de o governo lançar o programa diminui  as chances de votar em Bolsonaro; 25% disseram que aumenta a probabilidade de voto e 20% não souberam ou não responderam.

Entre os pesquisados que disseram que o programa assistencial aumenta a chance de votar em Bolsonaro em 2022, 84% se declararam favoráveis ao presidente, 15% contrários e 1% não souberam ou não responderam.

Já entre os que afirmaram diminuir as chances de voto, 16% se identificaram como pró-Bolsonaro, 81% como anti-Bolsonaro e 2% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 1.038 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 24 de outubro por meio de questionário face a face virtual. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiabilidade da pesquisa é de 95%.

Na separação por região, o Sudeste aparece com a maior quantidade de entrevistados (46%), seguido por Nordeste (25%), Sul (16%), Norte (7%) e Centro-Oeste (6%).

Já nas faixas etárias, o principal grupo ouvido foi o de pessoas com entre 45 e 59 anos (24%), seguido pelas pessoas com 60 anos ou mais (21%). Os grupos de 25 a 34 anos e 35 a 44 anos aparece depois, com 19% cada. Já os jovens de 16 a 24 anos representaram 17% dos entrevistados.

Em relação ao nível de escolaridade, 42% disseram ter até o ensino fundamental, 37% declararam ter ensino médio completo ou incompleto e 21% ensino superior incompleto ou mais.

Já na renda mensal, 39% dos entrevistados disseram receber de dois a cinco salários mínimos; 36% até dois salários; e 25% mais de cinco salários.

Por fim, na divisão de cor/raça, tanto pardos quanto brancos lideraram os entrevistados, com 39% cada grupo. Em seguida aparecem pretos, com 16%. Amarelos, indígenas e pessoas que não sabem ou não responderam foram 2% cada.

Fonte: com informações da CNN

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