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Oportunidade aos contadores

Uma grande chance de negócios aos escritórios de contabilidade acontece até 2015, pois o número de micro e pequenas empresas

03/10/2008 00:00:00

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Uma grande chance de negócios aos escritórios de contabilidade acontece até 2015, pois o número de micro e pequenas empresas no Estado de São Paulo deve ultrapassar a casa dos milhões de empresas abertas. Ao todo, haverá 2,6 milhões de micro e pequenas empresas em 2015. Estas afirmações são de Ricardo Tortorella, superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SEBRAE-SP).

O especialista esteve presente no 21º Encontro das Empresas de Serviço Contábeis do Estado de São Paulo (Eescon), realizado semana passada em Atibaia (SP), e falou para uma platéia de pelo menos mil congressistas. "É um mercado fantástico para os contadores, pois aumentará muito o número de empresas e o mercado para os escritórios", afirmou.

De 2000 a 2015, o número de empreendedores mais do que dobrará. No começo do milênio havia 1,2 milhão e em 2015 chegará a 2,6 milhões de pessoas. Para Tortorella, será necessário reinventar o modo de gerir o escritório de contabilidade. "Ode antes havia 10 colaboradores para prestar serviço a 100 empresas, em 2015 os profissionais terão de tomar conta de 200", crê. Até 2015, espera-se que no Estado de São Paulo chegue a 1 milhão de empresas o total do setor de serviços, em 2000 eram 412 mil. O comércio deve prevalecer como carro-chefe, em termos de aberturas, e chegar a 1,4 milhão, ante 667 mil em 2000. "Vale destacar que o setor industrial começa a estabilizar-se. Em 2000 havia 175 mil e em 2015 deverão ser 256 mil. Há crescimento, mas é menor", destacou Tortorella.

PROFISSIONALIZAÇÃO
O setor acredita que com este volume há necessidade de uma maio profissionalização e revisão de conceitos. Para José Maria Chapina Alcazar, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon), este tipo de pensamento é positivo e valoriza o profissional. "Não é uma mudança, mas um resgate no papel do contador, da legítima função da profissão. Hoje o contabilista usa mais o lado intelectual, usa a inteligência para assessorar, planejar e fazer uma análise da estrutura gerencial das corporações."

Chapina acredita que em pouco tempo os maus profissionais sairão do mercado. "Prevemos uma redução drástica de maus profissionais. Acreditamos que, com a estruturação e o desenvolvimento do País, o mercado exigirá profissionais de valores e com visão macro."

A mesma opinião é partilhada por Sérgio Prado de Mello, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP), que diz que aqueles escritórios que só se preocuparem com a parte fiscal vão ficar obsoletos e sem público. "Os contadores têm de resgatar as origens da profissão. A mudança de enfoque é para valer. A informática e as novas regulamentações cuidarão da parte fiscal; ao contabilista cabe pensar no seu cliente e viver da contabilidade. "

Pesquisa realizada pelo SEBRAE afirma que 99% das empresas existentes no País são micro e pequenas empresas. Estas absorvem 56% dos empregados com carteira assinada e representam 28% do faturamento do setor privado e 20% do PIB. "A tendência é de que esta porcentagem se altere em 2015, pois haverá muito mais empreendedores", afirma Tortorella.

Tortorella revela que até 2015 o setor de serviços e de comércio ultrapassarão a casa de 1 milhão de estabelecimentos cada um e a indústria terá um crescimento, mas não chega à casa de milhões.

Quando se analisa a cidade de São Paulo, o comportamento muda, pois a tendência é de que, daqui dois anos, os estabelecimentos de serviços ultrapassem os de comércio. "Praticamente a metade dos números está na capital do estado. Em 2010 teremos 508 mil estabelecimentos de serviços, e 500 mil de comércio; a distância entre os números tende a subir em 2015, quando teremos 717 mil em serviços e 665 mil no comércio". Ele destaca ainda ser preciso que contadores se atualizem, mas também o poder público, pois existe uma logística para estes novos empreendimentos na capital, como carga e descarga de caminhões e acesso da população, entre outros fatores.

PAÍS
Até 2015, o Brasil deve ter 8,8 milhões de empresas de pequeno e médio parte para uma população estimada em 210 milhões de pessoas, segundo o estudo Cenários para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) do Estado de São Paul (2009-2015), realizado pelo SEBRAE-SP. Para 2009, a estimativa é de 5 milhões de empresas.

De acordo com o levantamento, em 2015 poderá haver uma empresa para cada 24 pessoas. Para se ter uma idéia da evolução, em 2000, havia 42 empresas para cada habitante. Em 2015, a projeção indica que o Brasil se aproximará dos índices europeus, que em 2000 apresentavam as seguintes taxas: Alemanha (23), França (24), Reino Unido (23) e Itália (14).

Fonte: DCI

Enviado por: Rogério César

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