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Arrecadação

Com R$ 164,15 bi, arrecadação de tributos é a maior de março desde 1995

A arrecadação do IRPJ e da CSLL possibilitaram um dos melhores desempenhos arrecadatórios, tanto para o mês de março quanto para o trimestre.

29/04/2022 10:00:01

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Com R$ 164,15 bi, arrecadação de tributos é a maior de março desde 1995 Pixabay/Foto: Ana Rosa Debastiani Ribeiro

A arrecadação de tributos do mês de março de 2022 totalizou R$ 164,15 bilhões, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (28) pela Receita Federal. O maior valor desde 1995.

Esse número foi impulsionado pelos tributos que incidem sobre a renda e o lucro e teve um crescimento real de 6,92% em relação a março de 2021, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

No primeiro trimestre de 2022, a arrecadação fechou em R$ 548,13 bilhões, o que representa um aumento de 11,08%, a maior em 22 anos.

Segundo a Receita Federal, as receitas administradas pelo próprio Fisco chegaram a R$ 158,65 bilhões, o que representa aumento real de 5,89%. No acumulado do trimestre, essa arrecadação ficou em R$ 519,35 bilhões – um acréscimo real de 8,85%.

De acordo com o órgão, a arrecadação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) possibilitaram um dos melhores desempenhos arrecadatório, tanto para o mês de março quanto para o trimestre.

Arrecadação IRPJ

Entre os destaques apontados pela Receita para este resultado de março estão o Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) , que totalizaram uma arrecadação de R$ 34,16 bilhões. Isso representa um crescimento real de 24,73%.

“Esse desempenho é explicado pelo acréscimo de 35,50% na arrecadação da estimativa mensal e de 27,43% na arrecadação da declaração de ajuste anual”, detalha a Receita. 

Segundo os técnicos do Fisco, a alta na arrecadação de Imposto de Renda por empresas neste início de ano se deve, principalmente, ao fato de muitas delas terem feito ajustes, em relação à declaração anterior. 

A RFB acrescentou que houve, também no período, pagamentos atípicos de cerca de R$ 3 bilhões, por empresas ligadas ao setor de commodities, produtos primários com cotação internacional.

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) arrecadou R$ 16 bilhões em março, resultado que representa acréscimo real de 17,99%. 

A Receita Federal diz que esse resultado pode ser explicado pelos acréscimos reais de 5,80% na arrecadação via “Rendimentos do Trabalho Assalariado”; de 98,61% na arrecadação obtida com participação nos lucros ou resultados; e de 29,80% na arrecadação do item “Aposentadoria do Regime Geral ou do Servidor Público”.

A Receita Previdenciária teve arrecadação de R$ 42,4 bilhões no mesmo mês, o que representa acréscimo real de 3,99%. 

“Esse resultado pode ser explicado pelo aumento da massa salarial por meio da criação de novos postos de trabalho e pelo aumento real de 27% na arrecadação do Simples Nacional em relação a março de 2021. Além disso, houve crescimento das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária”, explica o órgão.

Arrecadação do trimestre

O IRPJ e a CSLL foram também destaques na arrecadação trimestral, com um crescimento real de 22,91%, o que possibilitou um total arrecadado de R$ 147 bilhões. 

A arrecadação obtida, no período, se deve aos acréscimos reais de 84,42% na arrecadação relativa à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, e de 14,97% na arrecadação da estimativa mensal.

O PIS/Pasep e a Cofins apresentaram, no conjunto, uma arrecadação de R$ 103 bilhões, o que representa crescimento real de 5,40%.

A Receita explica que esse resultado se deve a fatores como “acréscimo real de 9,16%, no volume de serviços e decréscimo real de 1,45%, do volume de vendas, ambas no período compreendido de dezembro de 2021 a fevereiro de 2022 em relação ao período compreendido de dezembro de 2020 a fevereiro de 2021, do bom desempenho arrecadatório do setor de combustíveis, assim como da redução de 29% no montante das compensações tributárias”.

Já os rendimentos de capital (IRRF) tiveram arrecadação de R$ 16,4 bilhões, acréscimo real de 41,64%. 

“Esse resultado pode ser explicado pelos acréscimos nominais de 287,80% na arrecadação do item Fundos de Renda Fixa, e de 122,06% na arrecadação do item Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)”, justifica a Receita Federal.

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