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Relatório

Empreendedorismo: taxa total caiu em 2020 e 2021 no Brasil

Pesquisa mostra queda por dois anos consecutivos, mas expectativa para 2022 é de melhora.

03/05/2022 15:00:01

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Empreendedorismo: taxa total caiu em 2020 e 2021 no Brasil Pexels

O relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizado pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), apontou que a Taxa de Empreendedorismo Total (TTE) do Brasil caiu por dois anos consecutivos.

O índice indica o percentual da população adulta ocupada como empreendedor: em 2021, a proporção foi de 30,4%, enquanto em 2020 o índice foi de 31,6% e em 2019 chegou a 38,7% – o percentual mais elevado desde 2015, quando a taxa foi de 39,3%

O estudo aponta que o país perdeu 9,4 milhões de empreendedores em 2020 e em 2021 chegou ao patamar mais baixo desde 2013. 

No último ano, o número de pessoas entre 18 e 64 anos de idade à frente do próprio negócio formal foi de cerca de 43 milhões. Em 2020 e 2019, este número era de 44 milhões e 53,4 milhões de pessoas, respectivamente.

“De alguma forma, isso era esperado”, afirma o especialista em marketing estratégico e empreendedorismo, Paulo Guilherme Leal, a respeito da queda da taxa de empreendedorismo total no país em 2021.

“Em minha avaliação, a crise mundial causada pela pandemia de Covid-19, com o aumento dos custos, e a crise no fornecimento de itens básicos estão entre os principais motivos que levaram a este panorama, já que muitos empresários e microempresários não conseguiram segurar seus custos e foram forçados a fechar seus negócios formais”, explica.

Não obstante, os dados do relatório GEM demonstram que o Brasil ascendeu duas posições no ranking global em termos de taxa de empreendedorismo total no período analisado. Em 2020, o país ocupava o sétimo lugar na lista com 47 países.

Em 2021, o Brasil chegou à quinta posição, atrás da República Dominicana (45,2%), Sudão (41,5%), Guatemala (39,8%) e Chile (35,9%) 

Expectativas de crescimento para 2022

Na perspectiva do especialista, porém, apesar da queda nos dois últimos anos, o empreendedorismo brasileiro tem expectativa de crescimento em 2022, mesmo que com um crescimento ainda pequeno. 

“A pandemia serviu para mostrar novas formas de fazer as coisas. Isso nos forçou a pensar de forma criativa, o que leva, naturalmente, a novas idéias para negócios”.

De fato, mais da metade (54%) dos empreendedores digitais do país começaram durante a crise sanitária, de acordo a pesquisa Panorama de Negócios Digitais Brasil, conduzida pela Spark Hero. 

Segundo o especialista em marketing estratégico, houve um boom – um desenvolvimento acelerado – no empreendedorismo digital nos últimos dois anos.

“O segmento está em franco crescimento e tende a continuar crescendo não apenas em 2022, mas por muitos anos. A chegada do metaverso já está fazendo borbulhar muitos negócios novos e oportunidades que nunca existiram antes estão sendo criadas”.

A afirmação de Leal é corroborada por números: a oportunidade de mercado para o metaverso pode atingir US$ 800 bilhões (R$ 4,5 trilhões) até 2024, conforme estimativa da Bloomberg Intelligence.

Maioria dos negócios depende da internet

O Índice de Banda Larga Cisco (Broadband Index), pesquisa global sobre o acesso, a qualidade e o uso de banda larga doméstica que foi concluído em 2021, mostrou que mais da metade (56%) dos empreendedores do mundo dependem da internet para trabalhar e administrar o seu próprio negócio. 

A sondagem aponta que 75% dos entrevistados, de modo geral, afirmam que os serviços de banda larga precisam de grandes melhorias para suportar o trabalho remoto, enquanto no Brasil essa foi a resposta de 82% dos participantes.

Além disso, 78% dos participantes destacam a importância da confiabilidade e da qualidade das conexões de banda larga para trabalhar e empreender, ao passo em que, por aqui, o percentual é de 82%. 

De modo geral, 84% dos entrevistados mencionaram que dependem do acesso à Internet de alto desempenho. No país, 88% das pessoas citaram este quesito.

Para o empreendedor digital e treinador de líderes, Denis Macedo, nos últimos anos, a internet ampliou as possibilidades de trabalho por conta própria que dependem apenas de uma boa conexão de internet e um  computador.

Apesar disso, além de contar com um dispositivo e um acesso à rede, é necessário entender quais os mecanismos e estratégias a serem adotados para ter sucesso em seu negócio.

“Hoje não existe no Brasil uma oportunidade melhor e mais fácil quanto a de usar a internet como meio para empreender. Uma renda extra é garantida logo no primeiro mês com muito empenho, já a liberdade financeira tem mais a ver com uma somatória de fatores, como estudo, dedicação, constância e sorte”.

Segundo Denis, os empreendedores brasileiros devem investir esforços para obter a disciplina necessária para prosperar e se tornarem líderes no segmento em que atuam. 

“Disciplina é consequência do resultado. Ninguém se dedica por algo sem ter visto a consequência daquilo que almeja. Me arrisco a dizer que mais de 90% das pessoas não conseguem resultado nenhum na internet porque desistem”.

O insucesso, para ele, acontece por vários motivos, prossegue, mas o maior deles é a desistência  por falta de disciplina logo no primeiro mês.

“O sujeito compra um curso on-line que promete renda extra na internet, logo vai aplicar o conteúdo teórico, mas percebe que o processo demora aproximadamente seis meses para que venham os primeiros resultados. Todavia, ainda não temos prova social o suficiente em nossa cultura para que ele continue aplicando o método até que conquiste seus primeiros resultados”, afirma. “Somos movidos por resultados, seja nossos ou de outras pessoas”, conclui.

Números

  • 9,4 mi - Quantidade de empreedendores perdidos ao longo de 2020 e 2021
  • 5º lugar - Posição do Brasil entre 47 países pesquisados em relatório global de taxa de empreendedorismo nos países
  • 30,4% - Proporção da população adulta brasileira ocupada como empreendedor no ano de 2021
  • 43 mi - Número de brasileiros entre 18 e 64 anos que estão à frente de seu próprio negócio formal no Brasil

Fonte: com informações da Tribuna do Norte

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