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TRIBUTÁRIO

Brasileiros já pagaram R$1 trilhão em impostos neste ano e carga tributária já corresponde a 35% do PIB do país

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) levantou que até o começo deste mês, os contribuintes já acertaram R$1 trilhão em impostos, taxas, multas e contribuições.

18/05/2022 12:00:01

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Brasileiros já pagaram R$1 trilhão em impostos neste ano e carga tributária já corresponde a 35% do PIB do país Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Entre janeiro e o início de maio deste ano, os brasileiros já pagaram R$1 trilhão em impostos, segundo cálculo do Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Isso se deve à vasta carga tributária do país e seus tributos municipais, estaduais e federais, que acabam pesando no bolso dos cidadãos.

O valor pago até agora se deu na forma de impostos, taxas, multas e contribuições. 

Segundo a própria instituição, a inflação elevada, que se encontra atualmente acima de 10% ao ano, colabora para que a arrecadação seja ainda maior, pois quanto maior o preço, maior o imposto embutido.

O advogado e doutor em Direito Tributário, André Félix Ricotta de Oliveira, aponta alguns motivos que fazem com que a carga tributária seja tão alta no Brasil. 

“Em 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal, a carga tributária brasileira girava em torno de 22 a 23 por cento do PIB. Com o passar dos anos, a administração pública cresceu muito e, com a má gestão dos recursos públicos, a carga tributária foi subindo a índices insuportáveis” explica o tributarista. 

Atualmente, esse número está acima de 35% do PIB. Segundo Oliveira, se com esse montante de arrecadação os governos atuassem para um retorno proporcional de serviços públicos de excelência, a carga tributária poderia ser um pouco mais justa. 

“O problema é que existem outras injustiças, pois nossa carga tributária não respeita o princípio da capacidade contributiva, penalizando justamente quem tem menor capacidade financeira e contributiva”, esclarece. 

Na opinião do especialista, essa equação tributária tem poucas chances de ser alterada no curto prazo. “O correto deveria ser a realização de uma ampla reforma administrativa antes da reforma tributária, para ver qual é o custo do Estado e como esse dinheiro deve ser melhor empregado”, finaliza

Com informações M2 Comunicação.

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