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TRABALHISTA

Cerca de 60% dos trabalhadores informais no país apostam nos “bicos” para sobreviver

Estudo revela que 19,6 milhões de trabalhadores informais ainda precisam fazer atividades paralelas para conseguir compor a renda familiar.

24/06/2022 15:00:02

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Cerca de 60% dos trabalhadores informais no país apostam nos “bicos” para sobreviver PEXELS

O estudo “Retrato do Trabalho Informal no Brasil: desafios e caminhos de solução” revelou que 19,6 milhões de pessoas sobrevivem no país fazendo “bicos” em diferentes trabalhos para conseguir compor a renda familiar.

O número representa cerca de 60% do universo de 32,5 milhões de trabalhadores informais existentes atualmente no Brasil.

Conduzido pelo Instituto Veredas e divulgado pela Fundação Arymax e a B3 Social nesta semana, o levantamento analisou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE do 3º trimestre do ano passado. 

A pesquisa divide os trabalhadores informais em quatro categorias, sendo que a maior parte seria o grupo de informais de subsistência (60,5% dos casos), que inclui pessoas que atuam com baixa ou nenhuma qualificação, oferecendo serviços de demanda instável, mais conhecido como “bicos” ou “pontas”.

O segundo maior grupo é daqueles classificados como formais frágeis (21,1%), que possuem CNPJ ou carteira de trabalho assinada, mas atuam com contatos intermitentes, mas que tem ameaça de voltar para a informalidade total.

Os outros grupos são conhecidos como potenciais produtivos (16,1%), que são aqueles que não são formalizados por conta dos custos e falta de oportunidade. Depois existem os informais por opção (2,3%) que podem se formalizar, mas optam por continuar na informalidade pela melhor margem de receita.

O perfil do trabalhador informal de subsistência é definido pela pesquisa como homem, jovem, preto e de baixa escolaridade, sendo que 75% têm ensino fundamental incompleto ou inferior.

Avaliando as regiões em que os informais de subsistência são mais frequentes, em primeiro lugar fica o Norte, com 49%, seguido pelo Nordeste, com 45,5%. Nessas regiões, a maioria atua com serviços ligados ao comércio, reparo de veículos e construção.

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