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Saldo de agosto

Caged: Brasil registra saldo positivo de mais de 278 mil vagas de empregos em agosto

No acumulado do ano, saldo de empregos formais é de 1,853 milhão; no mês passado, contratações foram puxadas pelo setor de serviços.

30/09/2022 11:00:01

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Caged: Brasil criou mais de 278 mil vagas com carteira assinada em agosto

Caged: Brasil registra saldo positivo de mais de 278 mil vagas de empregos em agosto Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho mostram que o mercado de trabalho com carteira assinada registrou um saldo positivo de 278.639 vagas em agosto. 

Em julho, haviam sido abertas 221.345 vagas, sendo 2,051 milhões de admissões e 1,773 milhão de demissões. Em agosto do ano passado, houve abertura de 388.267 vagas com carteira assinada.

O mercado financeiro já esperava um novo avanço no emprego no mês, e o resultado veio dentro do intervalo das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast.

No acumulado de janeiro a agosto, o saldo do Caged é positivo em 1,853 milhão de vagas. Nos oito primeiros meses do ano passado, houve criação líquida de 2,173 milhões de postos formais.

Setores

De acordo com os números do Ministério do Trabalho, o desempenho foi novamente puxado pelo setor de serviços no mês, com a criação de 141.113 postos formais. 

Em seguida veio a indústria geral, que abriu 52.760 vagas. Já o comércio teve saldo positivo de 41.886 vagas em agosto, enquanto houve um saldo de 35.156 contratações na construção. Na agropecuária, foram criadas 7.724 vagas no mês.

O ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, ressaltou o saldo positivo de empregos formais gerados na indústria em agosto pelo terceiro mês consecutivo. Em entrevista para comentar o resultado, Oliveira acrescentou que isso mostra uma retomada importante no setor industrial.

“O aumento do emprego na indústria contribui para elevar a média de salários porque a indústria demanda empregos mais qualificados”, acrescentou.

O secretário do Trabalho e Previdência do Ministério do Trabalho, Mauro de Souza, disse que o saldo positivo de 1,853 milhão de empregos gerado neste ano demonstra uma estabilidade na geração de empregos depois do “boom” de 2021, que foi causado por conta da retomada de contratações depois da crise gerada pela pandemia do coronavírus. 

De janeiro a agosto de 2021, o País acumulava 2,173 milhões de vagas formais abertas.

“No ano de 2021 estávamos retomando após a pandemia, sabíamos que não teríamos os mesmos números, mas temos agora um cenário estável e positivo”, completou.

O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada subiu de 1.920,57 em julho para R$ 1.949,84 em agosto. Em agosto do ano passado, estava em R$ 1.951,30.

Desaceleração

Para o economista da LCA Consultores Bruno Imaizumi, o resultado do Caged de agosto é positivo, mas há a possibilidade de perda de fôlego na geração de vagas a partir de setembro. 

”A desaceleração fica mais evidente a partir do quarto trimestre, com aperto dos juros elevados na atividade econômica; devemos acompanhar uma desaceleração, que deve seguir também em 2023″, afirma.

O economista da XP Investimentos Rodolfo Margato também avalia que a criação de vagas “continuará em trajetória ascendente nos próximos meses, embora em ritmo de crescimento mais moderado”.

Apesar do aumento na ocupação, Imaizumi pondera que a recuperação de vagas criadas não acompanha a melhoria de renda da população. 

“A qualidade da ocupação tem diminuído, apesar da quantidade ter aumentado. Além disso, o trabalho ficou mais barato na pandemia porque muitas pessoas migraram para a informalidade. Temos uma recomposição no trabalho formal pós crise que é mais barata”, avalia.

Com informações do Estadão

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