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INJUSTIÇA SALARIAL

Salário: 68% dos trabalhadores acham injusto os valores que recebem

Pesquisa ainda aponta que funcionários que acreditam receber um salário injusto também são menos engajados e mais propensos a pedir demissão.

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68% dos trabalhadores acham injusto o salário que recebem

Salário: 68% dos trabalhadores acham injusto os valores que recebem Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Uma pesquisa realizada pela consultoria global Gartner apontou que cerca de 68% dos trabalhadores acreditam que o salário que recebem é injusto.

O levantamento foi realizado com 3.523 funcionários e 104 líderes de Recursos Humanos (RH) de todo o mundo no segundo trimestre do ano passado.

De acordo com a pesquisa, a percepção de justiça salarial dos colaboradores impacta diretamente o seu engajamento. Isso porque as pessoas que acreditam receber um salário injusto têm uma intenção 15% menor de permanecer na atual empresa e são 13% menos engajadas no trabalho em comparação com quem está feliz com o salário.

“A sensibilidade dos funcionários às diferenças salariais percebidas está sendo exacerbada pelas condições econômicas de hoje, incluindo o aumento da inflação e o mercado de trabalho aquecido, que está causando uma mudança na remuneração entre profissionais efetivos e novos contratados”, afirma o diretor sênior do Gartner Prática de RH, Tony Guadagni.

Desconfiança

De acordo com pesquisa do Gartner, 84% das empresas estão conduzindo auditorias de igualdade de pagamento, porém de acordo com a consultoria, a raiz do problema é mais embaixo.

“As percepções dos funcionários sobre a equidade salarial são estão enraizadas na remuneração. Ao invés disso, o principal impulsionador da percepção é a confiança organizacional [quando as pessoas não confiam em seus empregados, elas não acreditam que sua remuneração é justa ou equitativa]”, explica Guadani.

Comunicação eficiente

Segundo a consultoria global, uma das chaves para aumentar a confiança dos funcionários é a comunicação, algo que é o problema de muitas empresas, especialmente quando o assunto é salário.

Segundo a pesquisa, quase 43% dos profissionais discutem seus pagamentos com colegas de trabalho que ocupam função semelhante, enquanto 45% consultam, pelo menos uma vez por ano, sites com informações de terceiros.

No entanto, menos de um terço dos funcionários diz estar ciente sobre quando sua organização prioriza a equidade salarial.

“Apenas 38% dos participantes da pesquisa relatam que entendem como a remuneração é determinada”, diz Guadagni.

O diretor sênior explica que quando as companhias educam seus colaboradores sobre como o pagamento é realizado, a confiança na organização aumenta em 10% e as percepções sobre equidade salarial aumentam em 11%.

Igualdade salarial

Enquanto avança o debate sobre equidade e transparência salarial nas empresas, com países criando leis que obrigam empresas a divulgarem informações sobre remuneração desde antes da contratação, mais empresas estão comprometidas com a questão.

Conforme a pesquisa do Gartner, 72% dos líderes de remuneração relatam que a alta direção da organização em que atuam acredita que a equidade salarial é uma prioridade alta ou muito alta. No entanto, os tomadores de decisão não priorizam esse assunto na prática, principalmente ao contratarem talentos críticos.

De acordo com o Gartner, os times de Recursos Humanos precisam criar times dedicados a esse assunto com uma visão ampla para entender quais os fatores que causam as distorções e como corrigi-los.

“Uma equipe de igualdade de pagamento ideal consiste em líderes e profissionais em todos os níveis, unidades de negócios e funções com conhecimento sobre as práticas e processos que criam desigualdade nas remunerações e um compromisso visível para manter a conformidade na organização”, afirma Guadagni.

Com informações da Exame

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