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APOIO EMPRESARIAL

Micro, pequenas e médias empresas: presidente do BNDES afirma que banco irá priorizar apoio a esses negócios

Mercadante disse que apoio aos pequenos negócios será de R$ 65 bilhões via crédito indireto.

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BNDES vai priorizar apoio a micro, pequenas e médias empresas

Micro, pequenas e médias empresas: presidente do BNDES afirma que banco irá priorizar apoio a esses negócios Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (6), durante cerimônia de posse, que fomentar o desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas está entre as prioridades de sua gestão.

"Vamos apoiar as micro, pequenas e médias empresas e as cooperativas de economia solidária com R$ 65 bilhões por meio de crédito indireto do banco e alavancagem via garantias do crédito privado", afirmou Mercadante, destacando que são elas as "grandes geradores de emprego e renda no país".

Dentre as medidas pretendidas pela nova gestão do BNDES, Mercadante destacou que irá debater ajustes na Taxa de Longo Prazo (TLP) do banco de fomento. 

"Atualmente, a TLP apresenta enorme volatilidade e custo superior ao da dívida pública", enfatizou.

O novo presidente afirmou que não pretende fazer com que o BNDES concorra com bancos privados, mas defendeu a necessidade de juros mais competitivos para as micro, pequenas e médias empresas.

"Não queremos padrão de subsídios como no passado, mas uma taxa de juros mais competitiva para micro, pequenas e médias empresas", enfatizou Mercadante.

Ele ainda diz que o banco não pretende ficar disputando mercado com o sistema financeiro privado.

“Isso não é papel do BNDES. Precisamos de parceria e o BNDES pode contribuir para reduzir riscos, abrir novos mercados, alongar prazos e elaborar bons projetos para o mercado privado", acrescentou.

‘Eximbank’ e reindustrialização

Em seu discurso de posse, Mercadante defendeu a atuação do banco como "Eximbank", fomentando o aumento das exportações do país, com foco no longo prazo, integrando as cadeias globais.

“O Brasil é um dos principais exportadores de produtos agrícolas, mas os produtos de alto valor agregado também são importantes. O Brasil não pode ser só a fazenda do mundo”, disse .

Ele também defendeu a necessidade de investimento na reindustrialização, voltado ao que classificou como "nova indústria" - "digital, descarbonizada, baseada em circularidade e, assim, intensiva em conhecimento".

"A participação da indústria nos desembolsos do BNDES era de 56% em 2016, caiu para 16% em 2021", destacou Mercadante com a promessa de retomar o aumento do investimento no setor industrial.

Igualdade racial e de gênero

Mercadante abriu seu discurso afirmando que “nunca mais teremos um palco sem negras e negros” e, se dirigindo para a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, uma das autoridades presentes no palco, afirmou que o BNDES vai combater a desigualdade racial e de gênero dentro e fora do banco

“Seremos promotores de uma sociedade mais justa e inclusiva por meio de nossas linhas de crédito e das ações de fomento que empoderem mulheres, negras e negros desse país. Nós temos que empoderar o empreendedorismo da comunidade negra e das mulheres brasileiras”, disse.

Embora tenha afirmado que não pretende fomentar competição entre o BNDES e os bancos privados, Mercadante disse que irá “competir positivamente” em relação às ações de fomento da igualdade de raça e gênero.

“Vi que o Itaú lançou uma linha de crédito especial para mulheres e nessa parte nós vamos competir positivamente, vocês vão correr atrás porque nós vamos jogar firme”, declarou.

Internamente, tal promoção se dará, segundo Mercadante, por meio de programa de estágio voltado a negros e negras e do estabelecimento de cotas na retomada de concursos públicos.

Ele ainda afirma que esse compromisso com a igualdade racial não será somente da porta para fora, como também da porta para dentro, propondo um programa de estágio para negros e negras, além de retomar concursos que não acontecem há mais de dez anos com cotas.

Fonte g1 Economia

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