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Com dívidas de R$ 244,5 milhões, Amaro pede recuperação extrajudicial

A lista de empresas com dificuldades financeiras cresceu essa semana com o pedido de recuperação da Amaro.

29/03/2023 14:00:08

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Amaro soma dívidas de R$ 244,5 milhões

Com dívidas de R$ 244,5 milhões, Amaro pede recuperação extrajudicial

A varejista de moda Amaro soma dívidas de R$ 244,5 milhões, sendo R$ 151,8 milhões em dívidas bancárias e R$ 92,8 milhões com fornecedores.

Para conseguir pagar as contas, a companhia pediu à Justiça de São Paulo a homologação de seu pedido de Recuperação Extrajudicial, processo em que a empresa faz acordo com seus credores e define um plano de reestruturação. 

O plano envolve pagamentos somente de credores quirografários, os que não possuem um direito real de garantia, e adesão de 41,63% deles.

Dentre os motivos para que o pedido seja concedido rapidamente, a Amaro cita ações que sofre na Justiça, “que colocam em risco as atividades empresariais, em virtude da iminência de atos de constrição de patrimônio, falência e/ou despejo das lojas”.

Em nota enviada ao InfoMoney, a empresa afirmou que o acordo “tem como objetivo preservar sua liquidez e adequar a sua estrutura de capital para fortalecer a operação. Além disso, visa a manutenção do relacionamento com fornecedores e parceiros”.

Amaro

Criada em 2012, a companhia foi uma das primeiras do segmento de moda a promover esse tipo de integração do comércio físico com o digital.

 Porém, assim como outras empresas de tecnologia brasileiras, a Amaro foi afetada pela alta taxa de juros e a piora no consumo, devido à baixa liquidez do mercado – medida para conter o avanço da inflação no País.

A companhia adota um modelo de vendas baseado no comércio eletrônico, apesar de também ter lojas físicas no País, nas quais os consumidores podem provar as peças de roupa antes de comprá-las.

As lojas físicas têm computadores para mostrar o estoque e também para fazer às vezes dos atendentes do caixa. Ou seja, as transações podem ser feitas online.

A empresa já foi considerada um ativo valioso para redes de moda listadas na Bolsa. No entanto, o valor da companhia era tido como alto, o que acabou afastando possíveis compradores.

Com informações da InfoMoney

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