x

COMPRA INTERNACIONAL

Compras internacionais: governo estuda alíquota entre 17% e 20% sobre itens de até US$ 50

Objetivo é que a tarifa seja cobrada até o mês de outubro, podendo ser aplicado novo acréscimo em dezembro.

  • compartilhe no facebook
  • compartilhe no twitter
  • compartilhe no linkedin
  • compartilhe no whatsapp
Veja novas possíveis alíquotas para compras no exterior de até US$ 50

Compras internacionais: governo estuda alíquota entre 17% e 20% sobre itens de até US$ 50

O Ministério da Fazenda estuda aplicar um novo percentual de alíquota sobre compras internacionais de até US$ 50. A alíquota de Imposto sobre Importação sobre remessas estrangeiras pode ir entre 17% e 20% sobre o valor da compra, apurou o Valor Econômico.

Com a medida, haveria uma alteração na tarifa em vigor, que está zerada para as plataformas de compras estrangeiras que seguirem as normas do programa Remessa Conforme, lançado no mês de agosto.

Defendendo a igualdade tributária entre as empresas locais e as sediadas no exterior, o comércio nacional critica o imposto zero.

Vale destacar que a questão não está decidida, porém é vista como saída para dar equilíbrio a carga fiscal paga pela indústria e pelo varejo nacionais e pelos marketplaces asiáticos. 

De acordo com o Ministério da Fazenda, prosseguem as negociações sobre “futuros ajustes na alíquota federal".

O objetivo do ministério é iniciar a cobrança entre 17% e 20% até outubro nas transações de lojistas estrangeiros para pessoas físicas. Dependendo da repercussão, a tarifa subiria em etapas. Vale frisar que até dezembro deste ano, haveria nova elevação, caso haja ambiente político.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia insinuado uma alíquota intermediária para compras de até US$ 50, que deve ser definida após ouvir varejistas nacionais e plataformas, porém ele enfrenta resistências no governo.

O Remessa Conforme, com adesão voluntária, disciplina o envio de produtos estrangeiros ao país. Caso as normas sejam cumpridas, a plataforma é liberada de cobrar imposto de 60% sobre venda dos lojistas aos consumidores.

A arrecadação, na prática, não ocorre de forma efetiva, uma vez que existem fraudes na postagem de bens adquiridos em marketplaces ao Brasil, para evitar o pagamento dos 60%, dizem redes locais.

Vale destacar que as empresas que aderirem às novas regras deverão cobrar dois tributos nas vendas, sendo mantido o ICMS de 17%.

A suposta nova alíquota em estudo se somaria ao imposto estadual, ambos cobrados sobre o valor da remessa.

O Valor Econômico apurou que o varejo considera aceitável uma alíquota de 40%, que se somaria aos 17% de ICMS, no entanto cresce no setor a visão de que um acordo depende de flexibilizar a proposta.

Enquanto isso, os marketplaces internacionais entendem que a alíquota de 17% afeta a operação. Por exemplo, a Shein apresentou à Fazenda uma tarifa inferior à pleiteada pelo varejo nacional, de acordo com uma fonte.

Com informações do Valor Econômico

Leia mais sobre

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTICULISTAS CONTÁBEIS

VER TODOS
Enquete da semana Contabeis

Qual tema mais está travando sua rotina contábil hoje?

Clique para votar

O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.

1999 - 2026 Contábeis ® - Todos os direitos reservados. Política de privacidade · Preferências de cookies