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Serasa explica os primeiros passos rumo ao IFRS

Primeiro, os ajustes e, apenas depois, os grandes desafios, como reconciliação do lucro líquido. "Implementar o IFRS não

10/11/2008 00:00:00

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Primeiro, os ajustes e, apenas depois, os grandes desafios, como reconciliação do lucro líquido.

"Implementar o IFRS não é tão fácil quanto parece", conta o gerente de informações contábeis, Sérgio Eduardo. E o pior é que, para a grande maioria dos executivos, nem parece fácil. A Serasa publica suas demonstrações de acordo com as normas do padrão internacional desde 2007, mas o caminho foi longo até chegar a esse nível. Muitos diagnósticos, relatórios, workshops, projetos de automatização foram necessários durante o processo de conversão, que levou pouco mais de um ano.

"É recomendado um consultor especializado. Em algumas empresas, é possível fazer sem, mas usando só funcionários, alguma coisa pode passar", diz Eduardo. Segundo ele, a primeira fase é de diagnóstico, em que a consultoria contratada, elabora um relatório ligando os processos da companhias às normas internacionais que serão aplicadas. Nessa fase, diz ele, empresa e consultoria devem "combinar, documentar e datalhar" o que e como deve ser feito.

Um recado aos diretores-financeiro: "Sejam incisivos. A lista deve responder: eu tenho isto e quero isto. O que tenho que fazer?". A intenção é esgotar as possibilidades de interpretação para não ser surpreendido mais adiante.

Depois de elaborado o relatório, as duas partes discutem sobre o que, realmente, precisará ser feito. As decisões, segundo Eduardo, ficam sempre a cargo da companhia. Assim, em parceria, começa a conversão inicial. Primeiro, os ajustes e, apenas depois, os grandes desafios, com questões como reconciliação do lucro líquido, por exemplo.

Sérgio Eduardo, que também tem experiência em empresas de auditoria, apresentou em palestra promovida pelo Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (Ibef), as dficuldades da fase inicial de um projeto de conversão ao IFRS. Veja:

Falta conhecimento em língua portuguesa
A grande maioria dos livros e das apostilas está em inglês.

Falta de pessoal qualificado
O profissional contábil deve, além de ter conhecimento de inglês, ter uma sólida base de BR Gaap, para saber onde começa a migração.

Disponibilidade das pessoas chave para o processo
Durante o projeto de conversão, uma série de adequações deverá acontecer, mesmo assim, CFO e CEO não podem abandonar a rotina. O mais importante é que a empresa interiorize as mudanças e já trabalhe pensando no novo padrão.

Fonte: Financial Web

Enviado por: Wilson Fortunato

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