x

Participação nos lucros impulsiona empresas

Muitas empresas nacionais vêem na adoção do Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) mais do que uma simples ferramenta de remuneração de funcionários,

06/07/2005 00:00:00

4,7 mil acessos

  • compartilhe no facebook
  • compartilhe no twitter
  • compartilhe no linkedin
  • compartilhe no whatsapp

Muitas empresas nacionais vêem na adoção do Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) mais do que uma simples ferramenta de remuneração de funcionários, mas também como uma ação motivadora para o cumprimento de metas das corporações. Diretores da área de gestão de pessoas da Alcoa , Mapfre Seguros , Eurofarma e do Grupo GRSA compartilham seus lucros com os colaboradores. Os resultados, segundo as próprias empresas, variam da melhora do comprometimento do funcionário com o planejamento estratégico e planos de metas até a maior satisfação e permanência dos bons colaboradores. Keyler Carvalho Rocha, economista e vice-presidente do Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (Ibef), ressalta a importância do cuidado no momento da implantação do PLR. "Os empresários devem entender que a partir do momento em que ele oferece este benefício, seus colaboradores poderão exigir a manutenção desta política sempre", explica. O economista reforça que o PLR é ideal para empresas que contam com maior solidez de resultados. "Uma boa opção para o empresariado brasileiro é a aquisição de ações por parte de seus colaboradores. Desta maneira, se há prejuízo nos resultados financeiros da empresa, o empresário não perde tanto", afirma. Para Nelson Pereira Ferreira, gerente corporativo de relações trabalhistas da Alcoa , que conta com 6.000 funcionários no Brasil, o sucesso de um programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) depende da linearidade da política de remuneração de uma empresa "Em 1997, bem antes de esta prática fazer parte da legislação brasileira, nós a implantamos. Desde então, todos os funcionários da Alcoa participam nos resultados da empresa e se sentem parte dos negócios", afirma. Segundo Ferreira, o repasse dos resultados, que é, na média, em torno de um salário e meio ao ano, está relacionado aos indicadores sobre os quais as pessoas possam efetivamente atuar e fazer diferença, e serem determinantes na melhoria da produtividade, qualidade, saúde, segurança e meio ambiente, além da eliminação de desperdícios. Remuneração Inteligente Reinaldo Chagury, diretor de Recursos Humanos do Grupo GRSA , empresa de terceirização alimentícia, que conta com 18.200 colaboradores, vê a prática de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) como uma forma inteligente de melhorar a remuneração dos empregados. "A remuneração variável, em relação ao salário fixo, é uma grande vantagem, pois depende exclusivamente dos lucros auferidos. Como conseqüência, diminui a vulnerabilidade de custos da empresa em relação às oscilações do mercado ou da economia", explica. O Grupo GRSA repassa cerca de 20% do lucro da empresa para o PLR, que pode variar de meio até dois salários por colaborador. "Desde a implantação desta prática, vimos que a comunicação interna é peça-chave na gestão de pessoas. A compreensão de todos os colaboradores é o grande desafio para o entendimento e sucesso deste benefício", afirma Chagury. O diretor de Recursos Humanos explica que o cálculo do Programa de Participação nos Resultados da empresa é baseado em quatro variáveis: o resultado operacional, que representa o lucro de cada unidade da empresa; o valor comparativo entre o lucro previsto e o real obtido no ano; o índice de satisfação do cliente e o índice de segurança dos negócios . "Seus impactos são bastante positivos em todas as empresas do Grupo GRSA, pois além de ser uma ferramenta de retenção de bons profissionais, esta prática também aumenta o comprometimento de todos na busca de melhores resultados em cada unidade de negócios da empresa", avalia. Reconhecimento A Eurofarma Laboratórios , empresa do setor farmacêutico com capital 100% nacional, teve um crescimento de 40% em 2004, quando comparado ao ano anterior. Segundo Mikiko Shoji Inoue, diretora de recursos humanos, os resultados positivos da empresa impactaram todos os funcionários de forma direta, através do Programa de Participação nos Resultados (PPR). "Nossos funcionários, de todos os níveis hierárquicos, podem receber no mínimo 70% e no máximo 100% de um salário a mais, que são pagos nos meses de fevereiro e agosto", explica a diretora. O PPR da Eurofarma tem como principal função reafirmar o compromisso da empresa em valorizar e reconhecer o esforço, a dedicação e o comprometimento de todos nos resultados da organização. "As metas do programa são bem definidas e a sua mensuração é realizada por quatro critérios: vendas líquidas; custo fixo; metas departamentais; e freqüência dos colaboradores", reforça.

Fonte: DCI

VER COMENTÁRIOS

O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.

Ajude a divulgar o nosso Congresso de Contabilidade.

Inscreva-se e compartilhe

Salve a imagem e compartilhe em suas redes sociais.

Ajude a divulgar o nosso Congresso de Contabilidade.

Inscreva-se e compartilhe

Salve a imagem e compartilhe em suas redes sociais.

?>