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Pix: 20 milhões de transações por dia somem após divulgação da fiscalização da RFB

Volume de operações via Pix caiu 10,6% por reflexo de incertezas geradas pelas fake news sobre cobranças.

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Pix sofre queda de 20 milhões de transações após anúncio de fiscalização

Pix: 20 milhões de transações por dia somem após divulgação da fiscalização da RFB

Recentemente, o Banco Central (BC) revelou que o volume de operações realizadas via Pix caiu significativamente nos últimos dias.

Segundo dados da autarquia, a média diária de transferências na semana encerrada nesta terça-feira (14) foi de 168,5 milhões, representando uma queda de 10,6% em relação à média de dezembro.

Em outros números, essa redução equivale a cerca de 19,9 milhões de operações a menos por dia na comparação com o mês anterior. 

Vale ressaltar que no mês de dezembro, a média diária de transferências alcançava 188,5 milhões, impulsionada pelo pagamento do 13º salário e compras de fim de ano.

Para o BC, um dos fatores apontados para a queda nas operações é a disseminação de notícias falsas sobre a cobrança de taxas no Pix, uma vez que geraram desconfiança entre os usuários, inibindo o uso da ferramenta.

Além disso, pode-se dizer que a desaceleração não se restringe à comparação com dezembro, já que em relação a novembro de 2024, o volume de operações via Pix também apresentou queda, registrando uma retração de 4,3%.

Em termos absolutos, a redução entre os meses de novembro e janeiro representou 7,5 milhões de operações diárias a menos, reforçando o impacto das incertezas econômicas e da disseminação de informações enganosas.

Diante desses dados, o desempenho fraco do Pix surpreendeu, já que a redução ocorreu até mesmo na comparação com meses historicamente estáveis.

Os dados da autarquia financeira ainda revelaram que a média de operações teve sua 17ª queda consecutiva em relação à média de um mês antes, refletindo uma perda de confiança que pode ter efeitos prolongados no uso do sistema.

Para especialistas, a disseminação de notícias falsas pode comprometer a popularidade do Pix. Com isso, o Banco Central reforça que não há qualquer cobrança para transferências feitas via Pix entre pessoas físicas. 

Uma alternativa implementada pela instituição a fim de retomar os números é a propagação de campanhas para combater a desinformação e assegurar a confiança dos usuários na ferramenta.

Apesar de as quedas recentes nas operações via Pix causarem certa preocupação, a ferramenta continua a liderar como método de pagamento no Brasil e a retomada da sua utilização dependerá de ações para restaurar a credibilidade e incentivar o uso da ferramenta.

Saiba mais:

Pix: entenda o que levou o governo a recuar com fiscalização

Com informações da CNN Money

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