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INCENTIVOS FISCAIS

Lei do Bem: entenda como funciona e quais benefícios concede

Instrumento de incentivo à inovação tecnológica permite dedução de despesas de P&D do IRPJ e da CSLL, além de reduzir a carga tributária das empresas.

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Lei do Bem garante incentivos fiscais para inovação

Lei do Bem: entenda como funciona e quais benefícios concede

A Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005) é um dos principais mecanismos de estímulo à inovação tecnológica no Brasil. Criada para fomentar a pesquisa e o desenvolvimento (P&D) em empresas nacionais, a legislação concede incentivos fiscais a companhias que investem em inovação, permitindo a dedução de parte dos gastos com projetos diretamente do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

O objetivo central é incentivar a competitividade da indústria brasileira e estimular a criação de um ambiente mais tecnológico e dinâmico no país.

Como funciona a Lei do Bem

A utilização do benefício ocorre de forma automática, por meio dos lançamentos contábeis e fiscais da própria empresa. Não há necessidade de aprovação prévia, mas as companhias devem enviar, anualmente, um relatório eletrônico ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), detalhando os projetos de P&D realizados no período.

O MCTI analisa as informações prestadas e verifica se os projetos se enquadram nos critérios de inovação definidos em lei. Para tanto, é necessário que as empresas mantenham organização contábil rigorosa e controle adequado das horas e recursos destinados às atividades de pesquisa.

Benefícios concedidos pela Lei

Entre as vantagens oferecidas às empresas que aderem ao programa, destacam-se:

  • Dedução de dispêndios com P&D: possibilidade de deduzir entre 60% e 100% dos valores destinados a inovação tecnológica do IRPJ e da CSLL;
  • Redução de 50% do IPI: aplicável à compra de máquinas e equipamentos destinados a atividades de P&D;
  • Depreciação e amortização aceleradas: depreciação integral de máquinas e equipamentos novos no ano de aquisição e amortização acelerada de bens intangíveis voltados à pesquisa.

Esses incentivos reduzem a carga tributária e liberam recursos para reinvestimento em inovação.

Quem pode utilizar a Lei do Bem

O benefício é destinado a empresas que atendam aos seguintes requisitos:

  • Estar enquadradas no regime de Lucro Real;
  • Comprovar regularidade fiscal, mediante apresentação de CND ou CPD-EN;
  • Apresentar lucro fiscal no ano-base;
  • Comprovar investimentos efetivos em P&D.

O cumprimento desses critérios é essencial para usufruir da dedução tributária e manter conformidade legal.

O que é inovação tecnológica segundo a lei

A legislação define inovação tecnológica como a concepção de novo produto ou processo de fabricação, ou a agregação de novas funcionalidades ou características a produtos ou processos já existentes, desde que resultem em ganho de qualidade ou produtividade.

As atividades elegíveis são classificadas em três categorias:

  • Pesquisa básica dirigida: busca por conhecimento com vistas ao desenvolvimento de novos produtos, processos ou sistemas, ainda sem aplicação comercial imediata;
  • Pesquisa aplicada: geração de conhecimento com objetivo prático, visando novos usos para descobertas ou métodos para atingir objetivos específicos;
  • Desenvolvimento experimental: aplicação prática do conhecimento adquirido, com a criação de protótipos, projetos-piloto e testes para levar a inovação ao mercado.

A Lei do Bem se consolidou como um dos principais instrumentos de incentivo à inovação no Brasil, permitindo que empresas que investem em pesquisa tecnológica tenham acesso a benefícios fiscais significativos. Além de reduzir custos tributários, o mecanismo fortalece a competitividade nacional e contribui para a construção de um ambiente de negócios mais inovador.

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