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Pacote de Obama deve afetar o Brasil

O protecionismo contra países como Brasil, China e Índia no pacote de estímulo à economia americana deve virar lei , segundo

06/02/2009 00:00:00

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O protecionismo contra países como Brasil, China e Índia no pacote de estímulo à economia americana deve virar lei , segundo analistas ouvidos pelo Estado. Na noite de quarta-feira, o Senado americano aprovou uma emenda determinando que o plano de estímulo "seja aplicado de maneira consistente com as obrigações dos EUA sob acordos internacionais".

Anteriormente, o pacote determinava simplesmente que todo "ferro, aço e produtos manufaturados" usados em projetos do pacote de estímulo fossem produzidos nos Estados Unidos. A medida provocou protestos e levou o presidente Barack Obama a fazer um apelo aos legisladores, apontando o perigo de a cláusula desencadear uma guerra comercial.

Com a emenda aprovada no Senado, os EUA terão de abrir o pacote a signatários do Acordo de Compras Governamentais, como Canadá e União Europeia, e para o México, que é parte do Nafta.O Brasil não é signatário do acordo, então continua vetado - assim como Rússia, China e Índia.

E este aspecto protecionista do pacote deve permanecer na versão final da lei, segundo analistas. Os senadores derrubaram a emenda do senador John McCain, que tirava a cláusula "buy American" do pacote. Na semana que vem, as versões da Câmara e do Senado vão para conferência, ou seja, senadores e deputados discutirão a versão final da lei. Como a Câmara aprovou uma cláusula protecionista ainda mais rígida, é bastante provável que o "buy American", pelo menos o diluído, prevaleça na lei final.

"Não foi uma surpresa terem derrubado a emenda de John McCain - o isolacionismo tem grande apelo nos Estados Unidos neste momento e deve prevalecer", disse ao Estado Nancy McLernon, presidente da Organization for International Investment (OFII), que representa as subsidiárias de empresas estrangeiras nos EUA.

Apesar de atenuada, a emenda protecionista foi criticada ontem em vários países. A confederação europeia de fabricantes de aço afirmou que a emenda não resolvia o problema e que iria pedir às autoridades Europeia para aprovar a lei no Senado.

Fonte: O Estadão

Enviado por: Wilson Fernando de Almeida Fortunato

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