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GESTÃO DE PESSOAS

Bom desempenho acima de tudo? Entenda quando um funcionário com boa performance pode custar mais do que vale

Descubra como identificar e lidar com talentos tóxicos em sua empresa, onde alta performance mascara comportamentos prejudiciais à equipe e cultura.

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Bom desempenho acima de tudo? Entenda quando um funcionário com boa performance pode custar mais do que vale

Bom desempenho acima de tudo? Entenda quando um funcionário com boa performance pode custar mais do que vale

Ter um profissional que entrega resultados excepcionais costuma ser o sonho de qualquer empresa. Mas, em alguns casos, esse desempenho brilhante pode esconder um problema silencioso: o comportamento tóxico. Quando um colaborador altamente competente e muito competitivo mina a colaboração, o respeito e o clima da equipe, o prejuízo organizacional pode ser muito maior do que o benefício dos números.

O que caracteriza um talento tóxico?

Esse perfil combina alta performance técnica com baixo comprometimento comportamental. São profissionais orientados a resultados, mas que falham em pontos essenciais como empatia, ética, colaboração e conduta profissional.

Eles impulsionam o desempenho no curto prazo, porém comprometem a moral do time, a confiança interna e os valores da empresa.

Para evitar esse desequilíbrio, é fundamental que a liderança alinhe performance e comportamento, reforçando que resultados não justificam atitudes que ferem a cultura da organização.

Por que as empresas insistem em mantê-los?

Mesmo diante dos danos, muitas empresas resistem em demitir esses colaboradores. Três razões principais explicam essa dificuldade:

  1. A armadilha dos números: o bom desempenho imediato muitas vezes pesa mais do que o impacto no clima.
  2. A ilusão do “indispensável”: líderes temem perder resultados ou conhecimento acumulado.
  3. O viés da liderança: alguns profissionais tóxicos tratam bem gestores, mas prejudicam colegas e subordinados, mascarando o problema.

Os riscos de tolerar esse comportamento

Ignorar a toxicidade de um funcionário prejudica toda a estrutura interna. Entre os danos mais frequentes estão:

  1. Desgaste da equipe, que perde motivação ao conviver com condutas inadequadas.
  2. Queda de engajamento, já que atitudes hostis afetam diretamente o clima.
  3. Abalo da credibilidade da liderança, que passa a ser vista como permissiva.
  4. Erosão da cultura corporativa, dando a entender que resultados importam mais do que respeito e colaboração.

Quando a organização tolera esse tipo de comportamento, manda uma mensagem clara — e perigosa: vale tudo para entregar números. Isso gera um efeito dominó de desmotivação, aumento de conflitos e perda de talentos valiosos.

Como agir antes de tomar uma decisão extrema

Nem sempre a demissão é o primeiro passo. Existem intervenções construtivas que podem reverter comportamentos prejudiciais:

  1. Definir expectativas claras e estabelecer prazos para mudanças.
  2. Oferecer coaching ou mentoria, com foco em relacionamento e colaboração.
  3. Realocar funções ou projetos, caso o problema esteja ligado à dinâmica de um time específico.
  4. Promover conversas diretas e transparentes, equilibrando reconhecimento com cobrança.

Ainda assim, quando as tentativas não funcionam, manter o funcionário pode custar muito mais caro — financeira e emocionalmente — do que deixá-lo ir.

Vale a pena manter um funcionário com bom desempenho acima de tudo?

Manter um colaborador apenas pelos resultados que entrega pode parecer uma decisão estratégica, mas essa escolha pode esconder um risco silencioso. Quando a performance vem acompanhada de comportamentos tóxicos — como falta de colaboração, desrespeito, atritos constantes ou impacto negativo no clima da equipe — o custo organizacional pode ser muito maior do que o benefício dos números. Alta performance não compensa a perda de engajamento, a queda da confiança interna e o desgaste da cultura. Por isso, empresas precisam avaliar o profissional como um todo: não apenas pelo que entrega, mas também por como entrega.

O empregador deve insistir?

Cada vez mais líderes se perguntam se é estratégico manter alguém que entrega resultados excepcionais, mas que desrespeita colegas, provoca conflitos e abala a confiança interna. Em muitos casos, a resposta é não.

A cultura de uma empresa é construída diariamente. E tolerar atitudes tóxicas, mesmo vindas de talentos brilhantes, pode comprometer o futuro de toda a equipe.


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