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TECNOLOGIA

Banimento de chips estrangeiros na China amplia pressão por estratégias de independência tecnológica, afirma especialista

Medida visa fortalecer indústria local e reduzir dependência tecnológica

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China restringe chips estrangeiros em data centers estatais

Banimento de chips estrangeiros na China amplia pressão por estratégias de independência tecnológica, afirma especialista

A China estabeleceu novas diretrizes para o uso de semicondutores em data centers financiados pelo Estado. A partir das orientações divulgadas por órgãos reguladores, apenas chips produzidos no país poderão equipar projetos que utilizam recursos públicos.

A determinação inclui centros de dados em fase inicial de construção, que deverão retirar processadores estrangeiros já instalados ou suspender pedidos previstos. Estruturas com obras avançadas serão analisadas individualmente pelas autoridades responsáveis.

A medida faz parte de uma estratégia do governo chinês para fortalecer a indústria local de semicondutores e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, especialmente em um contexto de restrições impostas por governos ocidentais ao fornecimento de tecnologia avançada.

Fabiano Carvalho, especialista em transformação digital e CEO da Ikhon, analisa os impactos da decisão.

A concentração de infraestrutura e serviços em poucos provedores cria pontos únicos de falha que podem provocar interrupções em cadeias críticas. Essa dependência reduz a autonomia operacional e estratégica: governos podem ficar impedidos de prestar serviços essenciais quando fornecedores enfrentam falhas ou decisões comerciais.

Quando observamos tanto a necessidade de adaptação da China quanto as falhas recentes de grandes provedores de nuvem, acredito que a principal lição é a necessidade da diversificação de parceiros e a urgência em se adotar medidas que garantam o acesso à informação mesmo em casos de falhas ou indisponibilidade da fonte primária. A diversificação de parceiros passa desde o desenvolvimento de soluções nacionais capazes de atender essa demanda, o que também reforça a soberania de dados, como o fortalecimento de contratos públicos com exigências de continuidade, SLAs rigorosos e planos de contingência alinhados e prontos para serem colocados em ação.

O primeiro ponto passa por políticas de fomento ao desenvolvimento de semicondutores, ao menos nas fases finais do processo de produção, que costuma ser menos complexo, abrangendo tanto a pesquisa nessa área como a capacitação técnica para a criação de mão de obra especializada. Também é importante a criação de leis e incentivos fiscais para produtos desenvolvidos ou hospedados no Brasil, de forma a estimular a inovação local. E fomentar o desenvolvimento de políticas e leis que contemplem a soberania de dados e que equilibrem segurança, privacidade e inovação.

Fonte: IT Comunicação Integrada

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