Com a virada do ano, chegam também os boletos dos principais tributos que impactam diretamente o orçamento dos brasileiros: o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto de Renda (IR). Esses encargos costumam pesar no bolso logo nos primeiros meses do ano, o que torna o planejamento financeiro essencial.
IPTU, IPVA e IR: organização faz a diferença
De acordo com especialistas da área contábil, o primeiro passo para lidar com esses tributos é avaliar a condição financeira individual. No caso do IPTU e IPVA, muitos estados e municípios oferecem descontos para quem opta pelo pagamento à vista — o que pode ser uma boa alternativa para quem tem reserva disponível. Contudo, o parcelamento continua sendo uma opção válida, especialmente em momentos de aperto no orçamento.
A recomendação é simples: compare as condições de pagamento, analise os prazos e verifique se há possibilidade de isenção. No caso do IPTU, por exemplo, algumas prefeituras permitem a solicitação de isenção até uma data-limite, especialmente para contribuintes em situação de vulnerabilidade.
No caso do IPVA, mudanças legislativas podem ampliar o número de parcelas. Em alguns estados, o parcelamento chega a 10 vezes sem juros, o que permite maior flexibilidade no planejamento do contribuinte.
Imposto de Renda exige atenção redobrada
Enquanto IPTU e IPVA envolvem pagamentos diretos e imediatos, o Imposto de Renda demanda preparação documental. A recomendação de contadores experientes é iniciar a organização ainda no primeiro trimestre do ano.
Isso inclui solicitar informes de rendimentos, reunir notas fiscais de despesas dedutíveis (como gastos médicos e escolares) e atualizar a relação de bens móveis e imóveis. A declaração anual costuma ter início em abril, mas a preparação antecipada evita erros e omissões que podem levar à malha fina.
A legislação também trouxe mudanças importantes. A nova faixa de isenção do IR para salários de até R$ 5 mil mensais já vale para o imposto retido na fonte, embora a declaração de ajuste anual referente a 2025 continue considerando o limite anterior de R$ 3.036. Assim, o impacto virá na declaração do próximo ano, referente aos ganhos de 2026. Outra alteração relevante é a nova regra de tributação para dividendos acima de R$ 50 mil, que passam a ter retenção de até 10% na fonte.
Planejar é prevenir
O primeiro semestre do ano é determinante para a saúde financeira do contribuinte. Antecipar-se às obrigações tributárias não apenas evita multas e juros, como também contribui para um controle orçamentário mais eficiente.
Para profissionais da contabilidade, o momento é propício para orientar clientes, revisar documentos e atuar de forma preventiva junto ao Fisco. Já para o contribuinte, o segredo está na informação, organização e, sempre que possível, no apoio técnico de um contador.












