A isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil mensais já está em vigor e deve provocar um impacto econômico expressivo no Grande ABC. Estimativas indicam que 591 mil pessoas na região são beneficiadas, com uma economia média anual de cerca de R$ 4,3 mil por trabalhador, o que representa uma injeção de aproximadamente R$ 2,54 bilhões por ano na economia local.
A mudança na legislação elevou a faixa de isenção mensal e eliminou a cobrança de Imposto de Renda para quem recebe até esse limite. Antes da nova regra, um trabalhador com salário de R$ 5 mil pagava cerca de R$ 312 por mês, valor que, ao longo do ano, superava R$ 4 mil em imposto retido na fonte. Com a aplicação do redutor previsto na nova tabela, esse desconto deixou de existir, aumentando diretamente o salário líquido.
Para o especialista em finanças e sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria, Carlos Afonso, a economia anual decorre exclusivamente da ampliação da faixa de isenção e do mecanismo de redução do IR mensal, sem alteração nas alíquotas. ''“Na prática, o trabalhador passa a perceber o benefício mês a mês, com maior valor líquido depositado na conta''”, destaca.
Segundo Afonso, o impacto da medida vai além do alívio individual e tende a se espalhar pela economia regional.
“Haverá mais recursos circulando na economia, e o trabalhador poderá optar pelo consumo, pelo pagamento de dívidas ou pela formação de poupança. De qualquer modo, o reflexo tende a ser muito positivo para a economia”, afirma.
A nova regra também prevê redução parcial do imposto para quem ganha acima da faixa de isenção total. Trabalhadores com renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 passam a contar com um redutor progressivo, que diminui conforme o salário se aproxima do teto. A partir desse valor, volta a valer a alíquota cheia de 27,5%, conforme a lógica da tabela progressiva do Imposto de Renda.
Na avaliação do especialista, a medida corrige uma distorção histórica provocada pela falta de atualização da tabela do Imposto de Renda ao longo dos últimos anos. ''“Com mais dinheiro permanecendo no bolso do contribuinte a partir de 2026, a expectativa é de fortalecimento do consumo, redução do endividamento das famílias e estímulo à atividade econômica, com potencial impacto positivo também no crescimento do PIB''”, finaliza.
Fonte: Grupo MCR













