O início do ano é marcado pela revisão de processos e pelo planejamento das rotinas fiscais nas empresas. É justamente nesse momento que o acúmulo de obrigações, o fechamento contábil e o alto volume de notas fiscais expõem falhas operacionais que podem resultar em erros, multas e passivos relevantes.
Entre os erros mais recorrentes estão a classificação fiscal incorreta, como NCM (código que identifica mercadorias) e CST (código que define a tributação da operação), além de divergências entre SPED (sistema digital de obrigações fiscais) e NF-e (nota fiscal eletrônica), atraso em declarações e retificações feitas às pressas, frequentemente motivadas pela falta de visibilidade sobre mudanças legais que ocorrem ao longo do ano.
“O grande desafio das empresas é lidar com a combinação de alto volume de informações, prazos apertados e interpretações cada vez mais complexas da legislação. Isso aumenta muito o risco de inconsistências justamente nos momentos em que há menos margem para erros”, explica Edson Hideki, sócio-fundador da REVIO, empresa especializada em tecnologia para compliance fiscal e jurídico.
Diante desse cenário, a inteligência artificial tem se consolidado como uma aliada estratégica das corporações. Ferramentas capazes de cruzar automaticamente informações tributárias, classificar produtos, conferir documentos, monitorar prazos e emitir alertas preventivos de risco permitem que as equipes antecipem problemas e reduzam retrabalhos, um ganho especialmente relevanteo que é um ganho especialmente relevante em rotinas fiscais de alta pressão operacional.
Para Edson, o movimento já é irreversível: “A adoção de IA nas rotinas fiscais deixou de ser tendência para se tornar uma necessidade. Em ambientes cada vez mais fiscalizados e complexos, empresas que contam com tecnologias inteligentes tendem a errar menos, responder mais rápido e operar com muito mais segurança.”
Com o avanço da fiscalização digital e a ampliação de obrigações que exigem precisão e rastreabilidade, soluções baseadas em IA se tornam determinantes para garantir conformidade e eficiência. Especialistas apontam que, em um país com uma das legislações tributárias mais complexas do mundo, automatizar processos que ainda dependem de planilhas e análises manuais é um passo natural e urgente.
Fonte: Braun Comunicação Integrada












