O mercado de trabalho brasileiro vive um momento historicamente favorável, com indicadores que refletem a menor taxa de desemprego dos últimos tempos. No final de 2025, a taxa de desocupação caiu para 5,2%, segundo dados do IBGE, o nível mais baixo desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012, representando um recorde de ocupação no país. A melhora contínua dos indicadores é um sinal claro de um mercado aquecido, no qual as oportunidades se expandem e mais brasileiros passam a ter acesso a vagas de qualidade em diferentes setores da economia.
Esse cenário favorável amplia as possibilidades de movimentação profissional: 61% dos trabalhadores buscam mudar de emprego em 2026, segundo uma pesquisa internacional. De acordo com a Acerta Consultoria, os motivos para a recolocação no mercado são diversos, mas, em sua maioria, estão relacionados à busca por um cargo melhor — um movimento que, muitas vezes, expõe falhas na gestão das empresas. “Os pedidos de desligamento mais comuns estão ligados à gestão. A empresa quer exigir, mas não quer investir. É fundamental treinar os colaboradores para que se adequem à cultura organizacional, mantendo proximidade e diálogo contínuo”, destaca a sócia da Acerta Consultoria, Marcella Moura.
Há também quem decida mudar completamente de profissão em busca de melhores condições financeiras e realização pessoal. É o caso de Rodolfo Leite, que trocou a engenharia pelo design de interiores. “Trabalho com o que eu gosto, algo que é um desafio conseguir alcançar, e ainda tenho a possibilidade de lidar com pessoas”, afirma.
A sala de quem lidera, nesse contexto, tem se tornado palco de coragem. Apenas em 2025, cerca de 9 milhões de trabalhadores pediram demissão em busca de um novo cenário de vida e de carreira. “É um ambiente que favorece não só quem busca recolocação ou transição profissional, mas também abre espaço para movimentações estratégicas, como a procura por cargos mais desafiadores ou setores com maiores oportunidades de crescimento”, conclui Moura.
O momento positivo é acompanhado por recordes no número de empregos formais com carteira assinada no setor privado e no total de pessoas ocupadas, que já supera 103 milhões de trabalhadores no país. Estima-se que apenas 5,644 milhões de pessoas estejam em busca de trabalho, o menor contingente de desempregados já registrado pelo IBGE.
O crescimento sustentado do emprego formal e a queda consistente do desemprego contribuem não apenas para o fortalecimento do consumo e da renda das famílias, mas também para a maior resiliência da economia brasileira diante de desafios internos e externos.
Fonte: Canal A












