O novo salário mínimo de R$ 1.621 passa a aparecer nos contracheques pagos neste início de mês, referentes à folha de janeiro. O reajuste, oficializado por decreto federal, elevou o piso nacional em 6,79%, o equivalente a R$ 103 a mais em relação ao valor anterior.
O novo piso também já está sendo aplicado aos benefícios previdenciários no valor mínimo, com reflexos diretos em aposentadorias, pensões e auxílios vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de influenciar cálculos trabalhistas e contribuições sociais.
Como o reajuste do salário mínimo foi definido
O cálculo segue a regra de valorização que combina dois indicadores econômicos. A base é a inflação medida pelo INPC acumulado em 12 meses, somada ao crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Para este reajuste, a inflação considerada foi de 4,18%, enquanto o PIB registrou expansão de 3,4%. No entanto, o arcabouço fiscal limita o ganho real acima da inflação a 2,5%, o que resultou no percentual final de 6,79%.
Com isso, o salário mínimo de 2026 ficou definido em:
- Valor mensal: R$ 1.621
- Valor diário: R$ 54,04
- Valor por hora: R$ 7,37
Benefícios do INSS e contribuições mudam com o novo mínimo
O novo piso impacta diretamente os benefícios previdenciários pagos no valor mínimo, que passam a acompanhar o reajuste integral. Já os benefícios acima do mínimo seguem atualização baseada no índice inflacionário.
O teto previdenciário também foi atualizado, assim como as faixas de contribuição dos trabalhadores com carteira assinada, que continuam seguindo o modelo progressivo de alíquotas conforme a remuneração.
Para contribuintes individuais, facultativos e Microempreendedores Individuais (MEI), as contribuições mensais também sobem, pois são calculadas como percentual do salário mínimo.
Seguro-desemprego e salário-família também sofrem ajustes
O novo valor do salário mínimo influencia os benefícios trabalhistas que utilizam o piso como referência. O seguro-desemprego teve seus limites reajustados com base na inflação, mantendo a parcela mínima vinculada ao salário mínimo vigente.
O salário-família, pago a trabalhadores de baixa renda por dependente, também foi atualizado. Esses valores são utilizados por departamentos de pessoal e escritórios contábeis na rotina de cálculos mensais de folha.
Impactos econômicos do novo piso nacional
O piso nacional serve de base para uma ampla rede de pagamentos públicos e privados. Segundo estimativas de entidades de pesquisa econômica, o reajuste atinge dezenas de milhões de pessoas, entre trabalhadores formais, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas vinculados ao salário mínimo.
Além do efeito direto na renda das famílias, o valor reajustado influencia encargos trabalhistas, benefícios previdenciários e despesas públicas associadas à seguridade social, tornando o tema relevante para a gestão contábil e orçamentária de empresas e órgãos públicos.
Repercussões na gestão contábil e no planejamento financeiro
A atualização do salário mínimo exige revisão de rotinas internas de folha, encargos sociais, provisões trabalhistas e cálculos de benefícios obrigatórios. Sistemas de gestão precisam estar parametrizados com o novo valor para evitar inconsistências.
O piso também impacta cálculos de verbas rescisórias, adicionais e contribuições previdenciárias, exigindo atenção especial em admissões, demissões e contratos ativos.
Para a contabilidade empresarial, a mudança interfere em estimativas de despesas com pessoal e no planejamento financeiro, especialmente em organizações de pequeno e médio porte, onde o peso da folha é significativo.













