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VALORES A RECEBER

R$ 10,2 bilhões esquecidos: 49,6 milhões de pessoas físicas e 5 milhões de pessoas jurídicas ainda têm valores a receber

Sistema soma R$ 10,27 bilhões disponíveis para saque, incluindo valores de pessoas físicas e jurídicas que ainda não resgataram os recursos.

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49,6 milhões de pessoas ainda têm dinheiro esquecido

R$ 10,2 bilhões esquecidos: 49,6 milhões de pessoas físicas e 5 milhões de pessoas jurídicas ainda têm valores a receber

O sistema de Valores a Receber (SVR) segue concentrando bilhões de reais ainda não resgatados por pessoas físicas e jurídicas no país. Dados oficiais com data-base de dezembro de 2025, divulgados em fevereiro de 2026, mostram que 49,6 milhões de pessoas físicas ainda têm recursos esquecidos em instituições financeiras.

Ao todo, os valores ainda disponíveis para saque somam R$ 10,26 bilhões, enquanto outros R$ 13,35 bilhões já foram devolvidos aos titulares, totalizando R$ 23,62 bilhões movimentados pelo sistema desde sua criação.

Quase R$ 8 bilhões ainda aguardam pessoas físicas

Do montante que permanece disponível para resgate:

  1. R$ 7,97 bilhões pertencem a pessoas físicas, distribuídos entre 49.593.605 beneficiários;
  2. R$ 2,29 bilhões estão vinculados a pessoas jurídicas, que somam 5.026.847 empresas com valores a receber.

Os números indicam que grande parte dos cidadãos e empresas ainda não consultou ou não concluiu o resgate dos recursos, o que mantém o volume de valores parados no sistema financeiro.

Mais de R$ 13 bilhões já foram devolvidos

Desde o início do programa, o SVR já viabilizou a devolução de:

  1. R$ 9,83 bilhões para 33.246.064 pessoas físicas;
  2. R$ 3,51 bilhões para 3.818.387 pessoas jurídicas.

Esses valores correspondem a recursos que estavam esquecidos em contas antigas, tarifas cobradas indevidamente, saldos residuais, consórcios encerrados, entre outras situações.

O que são os valores a receber

Os chamados “valores esquecidos” são recursos mantidos por instituições financeiras e outras entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central, mas que não foram resgatados por seus titulares. Entre as origens mais comuns estão:

  1. Saldos de contas correntes ou poupanças encerradas;
  2. Tarifas ou parcelas cobradas indevidamente;
  3. Cotas de cooperativas de crédito;
  4. Recursos de consórcios já finalizados;
  5. Valores de contas de pagamento pré ou pós-pagas.

Para o público contábil, o tema também envolve a necessidade de orientação a clientes pessoas físicas e jurídicas, além de possíveis reflexos em controles internos, conciliações e regularização de dados cadastrais.

Como consultar se há dinheiro esquecido

A consulta aos valores é feita de forma online, por meio do sistema oficial de Valores a Receber. O procedimento é gratuito e exige:

  1. Informar CPF e data de nascimento (para pessoa física) ou CNPJ e data de abertura (para empresa);
  2. Verificar se há valores disponíveis e qual instituição financeira é responsável;
  3. Seguir as orientações para solicitar o resgate, quando houver saldo.

Na etapa de solicitação, pode ser necessário utilizar conta gov.br com nível de segurança mais elevado, dependendo do caso.

Atenção de contadores e empresas

Para empresas, os dados mostram que mais de 5 milhões de CNPJs ainda têm recursos a receber. Escritórios contábeis podem incluir a verificação no rol de serviços de rotina, especialmente em processos de:

  1. Encerramento de empresas;
  2. Reorganizações societárias;
  3. Revisão de pendências financeiras;
  4. Regularização cadastral.

A recuperação desses valores pode representar entrada de recursos não previstos, além de contribuir para a regularização de registros contábeis e financeiros.

Com bilhões ainda disponíveis e dezenas de milhões de beneficiários, o sistema de Valores a Receber permanece como uma oportunidade concreta de recuperação de recursos tanto para cidadãos quanto para empresas.

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