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FARMÁCIA POPULAR

Uso indevido de CNPJs em programa federal acende alerta para compliance contábil

Investigação sobre fraude de R$ 30 milhões no Farmácia Popular envolve manipulação cadastral, vendas fictícias e reembolsos indevidos, reforçando a importância do controle fiscal e da regularidade empresarial.

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Fraude no Farmácia Popular expõe uso irregular de CNPJs

Uso indevido de CNPJs em programa federal acende alerta para compliance contábil

Uma operação conjunta da Receita Federal, da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) investiga um esquema de fraudes que teria provocado prejuízo estimado em R$ 30 milhões ao Programa Farmácia Popular do Brasil. A apuração concentra-se na utilização irregular de CNPJs vinculados ao programa para viabilizar pedidos de ressarcimento por vendas que não teriam ocorrido de fato.

Criado em 2004, o Farmácia Popular funciona por meio de parceria entre o governo federal e farmácias privadas credenciadas, que registram as dispensações de medicamentos em sistema oficial para posterior reembolso. O modelo depende da regularidade cadastral dos estabelecimentos e da veracidade das informações inseridas na base de dados.

Esquema utilizava CNPJs de farmácias já credenciadas

As investigações tiveram início após denúncia de uma cidadã que identificou o uso de seu CPF em uma compra de medicamento registrada sem seu conhecimento. A transação, vinculada ao programa, teria sido lançada por um estabelecimento localizado em Mato Grosso do Sul. A partir desse caso, os órgãos de controle identificaram indícios de atuação estruturada para uso indevido de dados de consumidores e de empresas.

De acordo com os elementos apurados, o grupo sob investigação teria adquirido CNPJs de farmácias já habilitadas no Farmácia Popular e transferido a titularidade para terceiros. Com os cadastros ativos, eram registradas no sistema oficial vendas de medicamentos que não correspondiam a operações reais, permitindo a solicitação de reembolsos junto ao governo federal.

O procedimento resultaria na liberação de recursos públicos com base em informações inverídicas, afetando a execução da política pública de assistência farmacêutica. A prática também envolve possíveis irregularidades cadastrais e fiscais relacionadas ao uso de empresas de fachada.

Ação envolve Receita, PF e CGU

A operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em Dourados (MS). Participam das diligências policiais federais, servidores da Receita Federal e da CGU. A atuação da área fiscal inclui análise de cadastros, cruzamento de dados e identificação de movimentações consideradas atípicas.

A Receita Federal informa que a ação integra esforços de fiscalização e controle voltados à prevenção de fraudes estruturadas que utilizam pessoas jurídicas para obtenção indevida de recursos públicos. Conforme os órgãos envolvidos, as apurações seguem em andamento, podendo resultar em medidas fiscais, administrativas e penais de acordo com o avanço das investigações.

Para profissionais da contabilidade, o caso evidencia a importância da regularidade cadastral, da guarda de documentação comprobatória das operações e do acompanhamento das informações transmitidas aos sistemas governamentais, especialmente em atividades que envolvem programas públicos de ressarcimento.

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