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IMPOSTO DE RENDA

Deduções que podem aumentar a restituição no Imposto de Renda 2026

Saiba quais deduções legais no Imposto de Renda 2026 podem reduzir o imposto devido e aumentar o valor da restituição.

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Imposto de Renda 2026: veja deduções que elevam IR

Deduções que podem aumentar a restituição no Imposto de Renda 2026

Embora o prazo oficial e as regras para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 ainda não tenham sido divulgados pela Receita Federal, contribuintes já podem se organizar para reduzir erros e evitar problemas com a malha fina. Além disso, a preparação antecipada permite identificar deduções legais que podem aumentar o valor da restituição.

A restituição ocorre quando o contribuinte pagou, ao longo do ano, mais imposto do que o efetivamente devido. Isso é comum nos casos de retenção na fonte. Ao declarar corretamente despesas dedutíveis previstas em lei e escolher o modelo de tributação mais vantajoso (completo ou simplificado), é possível reduzir a base de cálculo do imposto e elevar o valor a ser restituído.

A seguir, veja quais deduções podem contribuir para aumentar a restituição do Imposto de Renda 2026, com base nas regras aplicadas no último exercício.

Gastos com saúde não têm limite de dedução

As despesas médicas estão entre as principais formas de ampliar a restituição do Imposto de Renda. A legislação permite dedução integral dos gastos com saúde, sem limite máximo.

Podem ser incluídos:

  1. Consultas médicas;
  2. Atendimentos hospitalares;
  3. Exames laboratoriais;
  4. Procedimentos odontológicos;
  5. Terapias e tratamentos especializados.

No entanto, justamente por não haver teto, a Receita Federal costuma analisar essas informações com maior rigor. Por isso, é essencial manter recibos, notas fiscais e comprovantes organizados por até cinco anos, prazo em que o Fisco pode solicitar comprovação.

Esses valores devem ser informados na ficha “Pagamentos Efetuados” da declaração.

Despesas com educação têm limite anual

As despesas com educação também permitem dedução, mas possuem limite anual de R$ 3.561,50 por pessoa.

Podem ser incluídos gastos com:

  1. Educação infantil;
  2. Ensino fundamental;
  3. Ensino médio;
  4. Graduação;
  5. Pós-graduação.

Não são dedutíveis cursos de idiomas, aulas particulares ou cursos livres.

Se o contribuinte paga despesas educacionais próprias e também de dependente, pode deduzir até o limite para cada um. Por exemplo, quem paga faculdade própria e colégio do filho pode deduzir até R$ 7.123 no total.

Assim como nas demais categorias, é indispensável manter os comprovantes para eventual fiscalização.

Inclusão de dependentes pode ampliar abatimentos

A inclusão de dependentes na declaração também aumenta o potencial de restituição.

Cada dependente gera um abatimento fixo de R$ 2.275,08 na base de cálculo do imposto.

Podem ser incluídos:

  1. Filhos;
  2. Enteados;
  3. Pais;
  4. Irmãos;
  5. Parceiros do mesmo sexo;
  6. Outros familiares que atendam aos critérios legais.

Além do valor fixo, o dependente pode gerar deduções adicionais se possuir despesas médicas ou educacionais.

É importante avaliar estrategicamente qual dos responsáveis deve incluir os filhos na declaração. Em caso de casais, os dependentes devem constar apenas na declaração de um dos contribuintes.

Pais podem ser incluídos como dependentes desde que atendam aos critérios de renda estabelecidos pela Receita.

Doações incentivadas reduzem o imposto devido

As chamadas doações incentivadas também podem reduzir o valor do imposto devido ou aumentar a restituição.

Podem ser destinadas até 6% do imposto para:

  1. Fundos da criança e do adolescente;
  2. Fundos do idoso;
  3. Projetos culturais;
  4. Projetos esportivos;
  5. Programas aprovados pelo Poder Público.

Nesse caso, o contribuinte direciona parte do imposto que já seria pago à União para projetos sociais autorizados. O valor destinado é abatido do imposto devido ou incorporado à restituição.

Para que a dedução seja válida, a doação deve ter sido realizada dentro do ano-calendário correspondente à declaração.

Pensão alimentícia é totalmente dedutível

Pagamentos de pensão alimentícia determinados judicialmente podem ser integralmente deduzidos do Imposto de Renda.

O contribuinte deve informar o beneficiário na ficha “Alimentandos”. Importante destacar que o alimentando não pode ser declarado como dependente, exceto no ano da separação.

A dedução pode reduzir significativamente a base de cálculo do imposto, aumentando a restituição ou diminuindo o valor a pagar.

Previdência privada pode gerar abatimento

Contribuições para previdência privada também podem impactar positivamente o cálculo do imposto, dependendo do plano.

No caso de planos do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) ou Fapi (Fundo de Aposentadoria Programa Individual), é possível deduzir até 12% da renda tributável anual.

Exemplo: se o contribuinte teve renda tributável de R$ 50 mil no ano, poderá deduzir até R$ 6 mil em contribuições ao PGBL.

Já contribuições à Previdência Social oficial são integralmente dedutíveis, desde que relacionadas a programas governamentais.

Atenção à escolha do modelo de declaração

Para aproveitar as deduções, o contribuinte deve optar pelo modelo completo da declaração. O modelo simplificado aplica um desconto padrão, mas não permite informar despesas individualizadas.

Antes de enviar a declaração, é recomendável simular nos dois modelos para verificar qual resulta em menor imposto devido ou maior restituição.

Organização antecipada evita erros

Mesmo sem o calendário oficial do Imposto de Renda 2026 divulgado, organizar documentos desde já reduz riscos de inconsistências e facilita a declaração.

A recomendação é separar:

  1. Comprovantes médicos;
  2. Recibos educacionais;
  3. Informes de rendimento;
  4. Comprovantes de previdência privada;
  5. Documentos de dependentes;
  6. Comprovantes de doações incentivadas.

Erros ou omissões podem levar à retenção na malha fina, atrasando a restituição.

A legislação do Imposto de Renda prevê diversas deduções legais que permitem reduzir a base de cálculo do tributo e, consequentemente, aumentar a restituição.

Gastos com saúde, educação, dependentes, pensão alimentícia, previdência privada e doações incentivadas estão entre as principais formas de abatimento.

Planejamento, organização documental e preenchimento correto das informações são fatores decisivos para aproveitar esses benefícios e evitar problemas com a Receita Federal.

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