A transição dos tributos aumenta a necessidade de atenção ao cenário fiscal no Brasil e leva empresas a recorrer à IA para evitar erros e multas.
A substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS para o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), iniciada em 1º de janeiro de 2026, preocupa a rotina de compliance fiscal das empresas. O novo modelo adotado pela Receita Federal entrou na fase de transição e exige maior detalhamento das informações tributárias nas notas fiscais, enquanto a cobrança ocorre de forma progressiva.
Com a fiscalização cada vez mais automatizada, Edson Hideki, sócio-fundador da Revio, empresa focada em soluções fiscais e jurídicas, entende que os maiores erros estão relacionados à descrição e ao enquadramento tributário. “Um erro cometido na classificação na emissão da Nota Fiscal passa a gerar um impacto sistêmico em cadeia”, explica.
Segundo o especialista da Revio, o novo modelo também força as empresas instaladas no Brasil a lidar simultaneamente com grande volume de dados, regras mais detalhadas e decisões quase em tempo real. Diante desse cenário, a Inteligência Artificial deixa de ser um diferencial e passa a ser infraestrutura básica do compliance das empresas.
“Empresas que aceleram essa adaptação reduzem riscos, evitam retrabalho e ganham previsibilidade em um ambiente regulatório mais rígido”, complementa. Hideki também aponta que soluções com base em IA permitem cruzar históricos fiscais, interpretar descrições ambíguas e aplicar automaticamente as novas regras do IBS e da CBS.
Fonte: Braun Comunicação Integrada













