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REFORMA TRIBUTÁRIA

Reforma tributária redefine os encargos sobre o consumo e gera expectativa sobre preços em pequenos negócios

Mudanças na tributação exigem revisão de processos, precificação e estrutura empresarial.

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Reforma Tributária: impacto nos pequenos negócios e empresas

Reforma tributária redefine os encargos sobre o consumo e gera expectativa sobre preços em pequenos negócios

A implementação da Reforma Tributária a partir deste ano marca uma transição estrutural relevante para a economia e deve impactar diretamente em preços praticados, especialmente em pequenos negócios. A mudança gradual exige que empresas revisem processos, estruturas internas e modelos de precificação para se adequar à nova lógica de tributação.

Para Sérvulo Mendonça, chairman da Holding SM, o impacto vai muito além da mudança de impostos. Ele sinaliza que a adoção de ajustes paralelos, como a reorganização das faixas de isenção do Imposto de Renda e um novo cenário de juros e inflação, que vão influenciar o consumo, o crédito e a tomada de decisão empresarial.

“O avanço do novo modelo de tributação sobre o consumo deve levar empresas, inclusive as menores, a revisarem precificação, processos e estruturas internas. Não se trata apenas de pagar imposto de forma diferente, mas de entender como isso afeta margens, caixa e sustentabilidade do negócio”, afirma Sérvulo Mendonça, chairman da Holding SM.

A transição até 2032 tende a aumentar a complexidade operacional, especialmente para negócios inseridos em cadeias com empresas de diferentes regimes. O novo modelo substitui cinco tributos: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, por dois impostos sobre o consumo: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Embora o Simples Nacional seja mantido, as micro e pequenas empresas não estarão imunes aos efeitos da reforma.

Ainda de acordo com o especialista, o principal desafio está na capacidade de organização interna das empresas. A atualização de controles financeiros, a reorganização de processos contábeis e a revisão de contratos passam a ser prioridades.

Na avaliação de Sérvulo, a mudança tributária também impõe uma transformação cultural nas empresas. A postergação de decisões e a manutenção de práticas antigas aumentam a fragilidade dos negócios em um ambiente mais regulado e competitivo. “Empresas que não se adaptarem desde já tendem a perder eficiência e espaço. A sobrevivência passa pela disciplina estratégica e pela clareza financeira”, conclui.

Fonte: Braun Comunicação Integrada

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