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REGULAÇÃO FINANCEIRA

Por que as novas regras do Banco Central vão impulsionar a competitividade no setor financeiro?

Novas normas e digitalização impulsionam modernização e segurança no mercado financeiro

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Setor financeiro brasileiro passa por grande transformação regulatória e tecnológica

Por que as novas regras do Banco Central vão impulsionar a competitividade no setor financeiro? Pixabay

O sistema financeiro brasileiro está vivendo uma das maiores transformações regulatórias e tecnológicas de sua história. À medida que a economia se digitaliza e que o volume de transações cresce em ritmo acelerado — só no Pix, por exemplo, já superou 6 bilhões de transações mensais em 2025, segundo o Banco Central — órgãos reguladores intensificam a atualização de normas para garantir mais segurança, transparência e eficiência ao setor.

É nesse contexto que ganham protagonismo as recentes mudanças no COSIF e nas regras de reporte do Banco Central, parte de um movimento coordenado de modernização e convergência internacional. Trata-se de uma evolução que vai muito além do compliance. Na realidade, estamos diante de uma transformação estrutural no modo como instituições financeiras operam, gerenciam riscos e se relacionam com o mercado.

O processo de alinhamento às normas internacionais, especialmente às diretrizes do IASB (International Accounting Standards Board), reforça a padronização das práticas contábeis, aumenta a precisão das demonstrações e oferece ao mercado uma visão mais consistente dos riscos. Normas como a Resolução CMN nº 4.966/2021 ampliam a robustez do provisionamento de perdas, fortalecendo a confiança no sistema.

Segundo a Febraban, 82% das instituições financeiras afirmam que o aumento de transparência regulatória melhora o ambiente concorrencial, abrindo espaço para novos entrantes e estimulando eficiência.

Além da evolução regulatória, há um reposicionamento tecnológico claro: a modernização da plataforma contábil utilizada pelo Sistema Financeiro Nacional exige dados estruturados, interoperabilidade e sistemas capazes de processar informações em volume muito maior.

As instituições enfrentam agora o aumento das demandas de compliance e monitoramento, a necessidade de elevar a governança de dados, a reorganização de processos internos, pressão por prazos regulatórios cada vez mais desafiadores e o risco reputacional ampliado em caso de inconsistências.

A própria Agenda #BC, que impulsionou o Open Finance, o Drex e o fortalecimento do ecossistema de pagamentos, parte do princípio de um mercado mais digital, mais conectado e seguro.

As mudanças também ampliam o escopo e a granularidade dos reportes enviados ao Banco Central. Informações passam a ser entregues em padrões atualizados — como a e-Financeira — e com maior rigor nos controles de PLD/FT. Em um contexto de volume crescente de tentativas de fraude e ataques cibernéticos, esse nível de detalhamento se torna essencial.

Deixar de atender aos novos requisitos deixa de ser uma falha operacional e passa a ser um risco estratégico.

Embora exijam esforço, essas mudanças trazem oportunidades concretas para as empresas financeiras. Com processos mais seguros, sistemas integrados e dados confiáveis, torna-se possível aprimorar a gestão de riscos, tomar decisões com mais agilidade, reduzir custos derivados de retrabalho regulatório, lançar produtos digitais com maior velocidade e fortalecer a confiança de clientes, parceiros e investidores.

Segundo estudo da McKinsey, instituições que investem em automação regulatória e modernização tecnológica reduzem custos operacionais entre 20% e 30% e aumentam a eficiência de reporte em até 40%.

Num ambiente regulatório mais exigente e competitivo, tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser estratégia central. Plataformas que integrem dados contábeis, financeiros e regulatórios — com inteligência embarcada, automação de regras e monitoramento em tempo real — tornam-se essenciais para acompanhar a evolução das normas do Bacen.

É aqui que parceiros tecnológicos especializados têm papel crucial: apoiar instituições em jornadas de modernização, eficiência e segurança, para que o foco esteja não apenas no cumprimento regulatório, mas na geração de valor ao mercado.

As novas regras do Banco Central representam um marco para o setor financeiro brasileiro. Elas estimulam boas práticas, ampliam a competitividade, fortalecem a confiança e aceleram a transição para um sistema mais moderno, digital e resiliente.

Mais do que cumprir normativas, as instituições têm diante de si uma oportunidade decisiva de combinar transparência, governança e tecnologia para construir os próximos capítulos de um mercado financeiro mais forte — para o país e para o mundo.

Fonte: Por Alexandre Cota, Diretor de Serviços da Evertec Brasil

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