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Economia deve superar projeções em 2026, mas dívida pública continua preocupando, diz Siegen

Eleições, inflação controlada e juros em queda devem impulsionar PIB acima das expectativas

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Economia brasileira: projeção de crescimento otimista para 2026

Economia deve superar projeções em 2026, mas dívida pública continua preocupando, diz Siegen

A economia brasileira deve apresentar crescimento acima das estimativas de mercado em 2026, impulsionada por eleições, estímulos ao consumo e perspectiva de queda da inflação e da taxa de juros. Essa foi a avaliação da economista e sócia da Siegen, Jucélia Lisboa, durante Café e Debate In Company, promovido pela Siegen em parceria com o Daniele Banco.

Embora o mercado projete alta de 1,80% para o PIB em 2026, a expectativa interna da Siegen é mais otimista e deve se aproximar de 2,5%. Segundo Jucélia, a projeção do mercado tende a ser revista ao longo do ano, como ocorreu em 2025, quando as estimativas começaram mais cautelosas e foram sendo ajustadas até se aproximarem de 2,25%.

“2026 deve ser um ano de estímulos ao consumo, impulsionado pelo calendário eleitoral, pela maior circulação de renda na economia e por um ambiente de inflação mais controlada. Esse conjunto de fatores tende a sustentar a atividade econômica ao longo do ano.”

Apesar do cenário positivo, Jucélia destacou a situação fiscal como principal fator de risco. “O governo gasta mais do que arrecada”, disse, ao comentar o déficit primário e o avanço da dívida pública.

“O principal ponto de atenção para 2026 não é crescimento nem inflação — é a trajetória da dívida pública. O risco fiscal continua sendo o fator que pode desequilibrar as expectativas e limitar uma recuperação mais consistente”, destacou Jucélia.

Recuperação judicial avança no curto prazo

O evento também abordou o ambiente empresarial. De acordo com Alexandre Temerloglou, sócio-diretor especialista em reestruturação da Siegen, o número de empresas em recuperação judicial ainda deve crescer no curto prazo, reflexo do ciclo de juros elevados e das restrições de crédito dos últimos anos.

“Há anos observamos um crescimento dessa base, onde muitas empresas que entraram em recuperação judicial estão em reestruturação. Esse movimento, ainda, deve ser de alta ao longo deste ano”, afirmou.

Segundo ele, os efeitos positivos de uma melhora macroeconômica não são imediatos e costumam atingir as empresas com defasagem. Ainda assim, a tendência de estabilização e queda da Selic pode favorecer uma inflexão no cenário. “Provavelmente, haverá um movimento de queda das recuperações judiciais nos próximos meses”, finaliza Temerloglou.

Fonte: Siegen Economia

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