Um novo golpe que circula pelo WhatsApp tem levado contribuintes a acreditar que seus CPFs estão prestes a ser cancelados por conta de uma suposta “irregularidade fiscal grave” ou por pendências relacionadas à Dívida Ativa da União. A fraude utiliza mensagens que simulam comunicações de órgãos públicos e induzem as vítimas a realizar pagamentos para uma falsa regularização.
Nas mensagens, os criminosos afirmam que o CPF da pessoa pode ser suspenso ou cancelado caso uma dívida não seja quitada imediatamente. Para convencer o destinatário, os golpistas oferecem um desconto para pagamento imediato, acompanhado de um link que direciona a vítima para efetuar a transferência, geralmente por Pix.
Especialistas em segurança digital alertam que esse tipo de fraude explora o medo e a urgência para pressionar o contribuinte a agir rapidamente, sem verificar a autenticidade da informação. Em muitos casos, os golpistas utilizam números de telefone com nomes semelhantes aos de instituições públicas, como a Receita Federal, para dar aparência de legitimidade à mensagem.
Links falsos simulam serviços oficiais
As mensagens costumam incluir links com termos como “regularizar”, “atendimento”, “Receita Federal”, “atualizar” ou “CPF”, que direcionam a vítima para páginas falsas. Mesmo quando o texto apresenta dados pessoais corretos, como o número do CPF, especialistas recomendam não acessar o link nem realizar qualquer pagamento.
Isso porque a Receita Federal não solicita pagamentos por telefone, e-mail ou aplicativos de mensagem. Os documentos para pagamento de tributos, como DARF ou DAS, devem ser gerados exclusivamente pelos canais oficiais disponíveis no portal do governo.
Da mesma forma, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) — órgão responsável pela cobrança da Dívida Ativa da União — não realiza contato com contribuintes por WhatsApp. As comunicações oficiais são feitas por SMS com o remetente 29347, e a consulta ou negociação de débitos ocorre apenas pelo portal oficial da instituição, acessado por meio da conta Gov.br.
Uso de tecnologia amplia alcance do golpe
De acordo com especialistas em segurança digital, os criminosos têm utilizado ferramentas de automação e inteligência artificial para produzir mensagens cada vez mais convincentes e distribuí-las em grande escala.
Após receber o pagamento da vítima, geralmente via Pix, o dinheiro é rapidamente transferido para diversas contas, o que dificulta o rastreamento e a recuperação dos valores. Em muitos casos, essas contas são abertas em nome de terceiros ou utilizando documentos falsificados.
Como evitar cair no golpe
Especialistas orientam que o contribuinte sempre confirme qualquer cobrança diretamente nos canais oficiais dos órgãos públicos. Caso receba mensagens suspeitas, a recomendação é não clicar em links, não realizar pagamentos e não fornecer dados pessoais.
A verificação de débitos ou pendências fiscais deve ser feita apenas pelos portais oficiais do governo, utilizando login e senha da plataforma Gov.br.












