x

cesta básica

São Paulo exige mais horas de trabalho para comprar comida

Levantamento da Conab e do Dieese mostra quanto tempo de trabalho e qual parcela do salário mínimo são consumidos pela cesta básica nas capitais.

  • compartilhe no facebook
  • compartilhe no twitter
  • compartilhe no linkedin
  • compartilhe no whatsapp
São Paulo exige mais horas de trabalho para comprar comida

São Paulo exige mais horas de trabalho para comprar comida

Um trabalhador que recebe salário mínimo precisou comprometer, em média, 46,13% do rendimento líquido para comprar a cesta básica nas 27 capitais pesquisadas em fevereiro deste ano, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

O estudo também mostra que São Paulo foi a capital onde foi necessário trabalhar mais tempo para adquirir alimentos: 115 horas e 45 minutos por mês. Na outra ponta do ranking aparece Aracaju, com 76 horas e 23 minutos. O relatório ainda estima que o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família deveria ter sido de R$ 7.164,94 em fevereiro, valor calculado com base no custo da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo.

Os dados revelam quanto a compra de alimentos básicos pesa no orçamento de quem recebe o piso nacional. O cálculo considera o salário mínimo já com o desconto de 7,5% da contribuição para a Previdência Social, o que resulta no chamado rendimento líquido usado como base para medir o comprometimento da renda.

São Paulo lidera ranking de horas de trabalho para comprar comida

De acordo com o levantamento da Conab e do Dieese, São Paulo foi a capital em que o trabalhador precisou dedicar mais horas de trabalho no mês para comprar alimentos da cesta básica.

Na capital paulista, o total chegou a 115 horas e 45 minutos.

Em seguida aparecem:

  1. Rio de Janeiro, com 112h14;
  2. Florianópolis, com 108h14.

Esses números mostram que, entre as capitais pesquisadas, essas cidades exigiram maior esforço mensal de trabalho para a compra da cesta básica em fevereiro.

Aracaju registra menor tempo de trabalho necessário

Na outra extremidade do ranking ficou Aracaju.

Segundo o relatório, na capital sergipana foram necessárias 76 horas e 23 minutos de trabalho para comprar a cesta básica.

O dado coloca Aracaju como a cidade com menor exigência de tempo de trabalho entre as 27 capitais pesquisadas no levantamento de fevereiro.

Ranking mostra diferença entre capitais

O infográfico divulgado com base nos dados da Conab e do Dieese detalha o número de horas mensais de trabalho necessárias para adquirir alimentos em cada capital.

O ranking apresentado é o seguinte:


  1. São Paulo – 115h45
  2. Rio de Janeiro – 112h14
  3. Florianópolis – 108h14
  4. Cuiabá – 107h44
  5. Porto Alegre – 106h47
  6. Campo Grande – 105h54
  7. Vitória – 102h37
  8. Curitiba – 101h11
  9. Belo Horizonte – 100h01
  10. Goiânia – 99h16
  11. Brasília – 96h38
  12. Palmas – 94h22
  13. Fortaleza – 94h03
  14. Belém – 91h29
  15. Macapá – 89h41
  16. Boa Vista – 89h28
  17. Teresina – 88h02
  18. Rio Branco – 85h45
  19. São Luís – 85h30
  20. Manaus – 85h21
  21. João Pessoa – 83h58
  22. Salvador – 83h52
  23. Natal – 83h43
  24. Recife – 83h04
  25. Maceió – 81h58
  26. Porto Velho – 81h40
  27. Aracaju – 76h23

A lista evidencia diferenças relevantes entre as capitais, tanto no topo quanto na base do levantamento.

Salário mínimo líquido teve comprometimento médio de 46,13%

Além de medir o tempo de trabalho necessário para comprar alimentos, a pesquisa também mostra qual parcela do salário mínimo líquido foi consumida pela cesta básica.

Em fevereiro deste ano, o comprometimento médio foi de 46,13% nas 27 capitais analisadas.

O cálculo considera o salário mínimo já descontado da contribuição de 7,5% para a Previdência Social.

Esse percentual representa quanto do rendimento disponível do trabalhador foi usado apenas para a compra dos alimentos básicos da cesta.

São Paulo também lidera no peso da cesta sobre a renda

No ranking de comprometimento do salário mínimo, São Paulo também aparece na primeira posição.

Segundo o levantamento, 56,88% do salário mínimo foi gasto com a cesta básica na capital paulista.

No outro extremo, Aracaju ficou no fim da lista, com 37,54% do salário comprometido.

Os dados reforçam que as duas capitais aparecem, respectivamente, como a de maior e menor peso da cesta básica sobre o rendimento do trabalhador entre as cidades pesquisadas.

Percentual gasto com comida varia entre as capitais

O infográfico também detalha o percentual do salário mínimo líquido usado para comprar alimentos em cada capital.

O ranking divulgado é o seguinte:


  1. São Paulo – 56,88%
  2. Rio de Janeiro – 55,15%
  3. Florianópolis – 53,19%
  4. Cuiabá – 52,94%
  5. Porto Alegre – 52,48%
  6. Campo Grande – 52,04%
  7. Vitória – 50,43%
  8. Curitiba – 49,72%
  9. Belo Horizonte – 49,14%
  10. Goiânia – 48,77%
  11. Brasília – 47,49%
  12. Palmas – 46,37%
  13. Fortaleza – 46,22%
  14. Belém – 44,96%
  15. Macapá – 44,07%
  16. Boa Vista – 43,96%
  17. Teresina – 43,26%
  18. Rio Branco – 42,14%
  19. São Luís – 42,02%
  20. Manaus – 41,94%
  21. João Pessoa – 41,26%
  22. Salvador – 41,21%
  23. Natal – 41,14%
  24. Recife – 40,81%
  25. Maceió – 40,28%
  26. Porto Velho – 40,13%
  27. Aracaju – 37,54%

O levantamento aponta a diferença de peso da cesta básica no orçamento conforme a capital analisada.

Relatório estima salário mínimo necessário em R$ 7.164,94

Outro dado apresentado no relatório é a estimativa de qual deveria ser o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família.

Em fevereiro, esse valor foi calculado em R$ 7.164,94.

Segundo o texto, esse montante equivale a cerca de quatro vezes o piso atual de R$ 1.621.

O cálculo foi feito com base no custo da cesta básica mais cara do país, que naquele mês foi a de São Paulo.

O que mostram os dados sobre cesta básica nas capitais

Os números divulgados pela Conab e pelo Dieese mostram dois recortes do custo da alimentação básica nas capitais brasileiras.

O primeiro recorte mede o tempo de trabalho necessário para comprar a cesta básica.

O segundo mostra quanto do salário mínimo líquido precisa ser destinado à compra desses alimentos.

Em ambos os casos, São Paulo aparece com o resultado mais elevado, enquanto Aracaju registra o menor comprometimento entre as capitais analisadas.

Cálculo considera salário com desconto da Previdência

O levantamento usa como base o salário mínimo líquido, e não o valor bruto.

Isso significa que o cálculo considera o salário após o desconto de 7,5% referente à contribuição para a Previdência Social.

Essa metodologia foi usada para medir a fatia efetiva da renda disponível comprometida com alimentos básicos no mês.


Leia mais sobre

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTICULISTAS CONTÁBEIS

VER TODOS

O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.

Utilizamos cookies para ajudar a melhorar a sua experiência de utilização. Ao utilizar o website, você confirma que aceita a sua utilização. Conheça a nossa política de utilização de cookies

1999 - 2025 Contábeis ® - Todos os direitos reservados. Política de privacidade