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Negócios que conectam pessoas e sustentabilidade ganham força no Brasil

Cooperativismo e propósito impulsionam agenda ESG no mercado brasileiro

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ESG: 76% das empresas brasileiras adotam práticas sustentáveis

Negócios que conectam pessoas e sustentabilidade ganham força no Brasil

Embora ainda apresente desafios de implementação para muitas empresas, a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) continua ganhando espaço nas estratégias corporativas. Dados do Panorama da Sustentabilidade 2025, desenvolvido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AMCHAM), mostram que 76% das companhias adotaram práticas sustentáveis com algum grau de maturidade — um salto de cinco pontos percentuais em relação ao ano anterior. O movimento reforça que negócios capazes de integrar sustentabilidade, propósito e retorno financeiro vêm conquistando cada vez mais protagonismo no mercado brasileiro.

Nesse cenário, as cooperativas despontam como alternativas naturalmente alinhadas às novas expectativas de empresas e consumidores. Uma instituição que respira essa filosofia é a Coopercompany, primeira cooperativa do Brasil do ramo de infraestrutura com foco em telecom, tecnologia e energia. Ela atua a partir de um modelo que prioriza a colaboração entre associados, a tomada de decisão democrática e a geração de valor compartilhado.

Para Igor Sigiani, diretor-presidente da cooperativa, modelos de negócio em que sustentabilidade e resultado caminham juntos desde o início podem auxiliar quem busca resultados a longo prazo. “A AMCHAM aponta que 58% das empresas acreditam que a sustentabilidade gera retorno financeiro, porém têm dificuldades para metrificar esse número. O cooperativismo é um caminho que coloca a sustentabilidade no centro do negócio e nos relacionamos com a sociedade, então o cálculo é muito mais simples, embora nosso objetivo não seja o lucro”, afirma.

Outro desafio recorrente identificado pelo Panorama é engajar lideranças e integrar a pauta sustentável à estratégia corporativa. Sigiani defende que estruturas colaborativas ajudam a reduzir essa distância.

“Quando pessoas e propósito estão conectados, a sustentabilidade deixa de ser um discurso e passa a orientar escolhas reais. No cooperativismo, o cooperado é parte ativa da estratégia, o que gera mais comprometimento e visão de longo prazo”, explica.

Cooperativismo no mundo

Os números globais reforçam a relevância desse modelo. Hoje, existem mais de três milhões de cooperativas no mundo, responsáveis por empregar cerca de 10% da população economicamente ativa.

Para Sigiani, esses dados mostram que o cooperativismo é economicamente viável, escalável e socialmente relevante. “Cooperativas são prova concreta de que é possível crescer, gerar empregos e, ao mesmo tempo, promover desenvolvimento social e ambiental”, destaca.

O levantamento também revela que 87% das empresas em estágio avançado de sustentabilidade percebem maior impacto positivo na sociedade. “O mercado vem valorizando cada vez mais negócios que entregam resultado financeiro sem perder o compromisso com pessoas e com o entorno. Modelos cooperativos mostram que é possível construir essa consistência”, conclui o diretor-presidente da Coopercompany.

Fonte: Coopercompany

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