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Brasil e Espanha firmam Memorando de Entendimento para impulsionar MPMEs

Memorando entre Brasil e Espanha busca ampliar inovação, digitalização e acesso a mercados para micro, pequenas e médias empresas.

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Brasil e Espanha firmam acordo para fortalecer MPEs

Brasil e Espanha firmam Memorando de Entendimento para impulsionar MPMEs

O Brasil e a Espanha firmaram um Memorando de Entendimento voltado ao fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas e à ampliação de sua inserção internacional. O acordo foi assinado na última sexta-feira (17) entre o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e o Ministério da Economia, Comércio e Empresa do Reino da Espanha.

A assinatura ocorreu durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Espanha e integra a agenda bilateral entre os dois países. A iniciativa reafirma o compromisso das duas nações com o desenvolvimento sustentável, a inovação e a internacionalização das micro, pequenas e médias empresas.

O Memorando de Entendimento estabelece um marco institucional de cooperação entre Brasil e Espanha para o intercâmbio de boas práticas, o desenvolvimento de projetos conjuntos e o fortalecimento de ecossistemas empreendedores. O foco da cooperação está em transformação digital, inovação, acesso a mercados e integração em cadeias globais de valor.

A proposta busca criar condições para ampliar a competitividade das micro, pequenas e médias empresas por meio de ações coordenadas entre os dois países.

Micro, pequenas e médias empresas ganham espaço na agenda bilateral

O acordo firmado entre Brasil e Espanha coloca as micro, pequenas e médias empresas no centro da agenda econômica bilateral.

A iniciativa parte do reconhecimento da importância desse segmento para as economias dos dois países.

Na Espanha, cerca de 3 milhões de micro, pequenas e médias empresas representam 99,07% das empresas, empregam 61% da força de trabalho e respondem por aproximadamente 65% do Produto Interno Bruto.

No Brasil, as micro, pequenas e médias empresas correspondem a 97,5% das empresas, mais de 30% do PIB e mais da metade dos postos de trabalho, mas respondem por menos de 1% do valor exportado.

Com base nesse cenário, o Memorando de Entendimento pretende ampliar a cooperação institucional para impulsionar esse universo empresarial.

Acordo prevê cooperação em áreas estratégicas

O texto estabelece canais estruturados de cooperação para promover avanços em áreas consideradas centrais para o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas.

Entre os pontos destacados estão a internacionalização de empresas e o soft landing.

Também estão incluídos programas de inovação e transformação digital, capacitação empresarial e empreendedorismo.

O acordo prevê ainda ações voltadas ao fortalecimento de startups e à ampliação do acesso a financiamento.

Outro eixo citado é a articulação institucional e a melhoria contínua de políticas públicas voltadas a esse segmento.

Mercosul-União Europeia amplia relevância do memorando

O Memorando de Entendimento ganha peso adicional no contexto do Acordo Mercosul-União Europeia.

Segundo o texto, o acordo comercial inaugura uma nova etapa para a inserção internacional das micro, pequenas e médias empresas brasileiras.

A avaliação apresentada é de que, pela primeira vez, um acordo dessa magnitude incorpora um capítulo específico dedicado às pequenas e médias empresas.

Esse tratamento reconhece limitações estruturais enfrentadas por esse grupo e prevê mecanismos concretos para enfrentá-las.

Nesse cenário, o memorando entre Brasil e Espanha passa a ser visto como instrumento complementar à ampliação das oportunidades de inserção internacional.

Oportunidades apontadas para as empresas brasileiras

Entre as principais oportunidades associadas ao novo contexto estão a redução de custos de acesso ao mercado europeu, com eliminação de tarifas em mais de 90% do comércio bilateral.

O texto também destaca a simplificação de procedimentos aduaneiros e de regras de origem, com redução de barreiras operacionais.

Outro ponto citado é a ampliação da transparência regulatória, com acesso a informações claras e específicas para micro, pequenas e médias empresas.

A proposta menciona ainda maior segurança jurídica e previsibilidade para decisões de investimento.

Também aparecem entre os efeitos esperados o acesso a mercado de serviços, compras públicas e investimentos, especialmente para empresas de tecnologia e serviços.

Além disso, o acordo é apresentado como caminho para a integração em cadeias de valor euro-latino-americanas, permitindo que empresas brasileiras atuem como fornecedoras de empresas europeias.

Espanha é apontada como porta de entrada para a Europa

Dentro desse novo cenário comercial, a Espanha é tratada como parceiro estratégico para a entrada de empresas brasileiras no mercado europeu.

O texto destaca a posição do país como hub logístico, sua forte presença empresarial na América Latina e sua proximidade institucional.

Esses fatores são apontados como elementos que reforçam o papel da Espanha como plataforma de acesso para micro, pequenas e médias empresas brasileiras.

Com o memorando, a expectativa é transformar essa convergência em resultados concretos.

A proposta é criar pontes entre ecossistemas empresariais e ampliar oportunidades de negócios, investimentos e inovação.

Plano de ação dará sequência ao acordo

Após a formalização do Memorando de Entendimento, a próxima etapa será a elaboração de um plano de ação conjunto.

Esse plano deverá reunir iniciativas concretas, metas definidas e mecanismos de acompanhamento.

A proposta é garantir que a cooperação bilateral produza impactos tangíveis para as micro, pequenas e médias empresas dos dois países.

Com isso, o acordo deixa de ser apenas uma sinalização institucional e passa a buscar desdobramentos práticos na implementação de ações.

Desafio será transformar potencial em resultado

O texto apresenta o Acordo Mercosul-União Europeia, somado ao memorando entre Brasil e Espanha, como uma oportunidade histórica para as micro, pequenas e médias empresas brasileiras.

A avaliação é de que o movimento pode ir além da ampliação das exportações.

Segundo o conteúdo, trata-se de uma transformação estrutural voltada à redução de custos, diminuição da complexidade e mitigação de riscos para pequenas empresas.

A ideia é criar condições reais para que esse segmento avance como protagonista no comércio internacional.

Ao final, o texto aponta que o principal desafio passa a ser a conversão desse potencial em resultados concretos, por meio de políticas públicas eficazes, cooperação internacional e mobilização do setor produtivo.


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