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ECONOMIA

Boletim do Tesouro Nacional revela que carga tributária do país bateu recorde em 2025 e alcançou 32,4% do PIB

Brasil registra carga tributária bruta recorde de 32,4% do PIB em 2025, com destaque para IRRF e IOF.

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Carga tributária do Brasil atinge recorde de 32,4% do PIB em 2025

Boletim do Tesouro Nacional revela que carga tributária do país bateu recorde em 2025 e alcançou 32,4% do PIB

A carga tributária bruta do Brasil atingiu 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o maior patamar da série histórica iniciada em 2010, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O indicador mede a proporção entre o total de tributos arrecadados pelas três esferas de governo e a riqueza produzida no país.

De acordo com o boletim, o resultado representa um aumento em relação a 2024, quando a carga estava em 32,22% do PIB, evidenciando uma elevação gradual na arrecadação pública. O crescimento foi puxado principalmente pelo governo central, que registrou avanço associado ao aumento da arrecadação de impostos como o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além da expansão das contribuições previdenciárias.

Gráfico 1. Carga Tributária Bruta por esfera de governo - Anual – Brasil 2010 a 2025 (Dados em: % do PIB - Fonte: STN)

Já no âmbito estadual, houve leve recuo na participação da carga tributária em relação ao PIB, influenciado pela menor dinâmica do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) frente ao crescimento econômico. Nos municípios, o movimento foi de discreta alta, impulsionada sobretudo pelo aumento da arrecadação do ISS, em linha com o desempenho do setor de serviços.

A distribuição da carga entre os entes federativos manteve o padrão observado nos últimos anos. Dados apresentados no gráfico do boletim indicam que a maior parcela continua concentrada no governo central, seguida por estados e municípios, com pequenas variações ao longo do tempo.

Em termos de composição, os tributos sobre bens e serviços seguem como principal fonte de arrecadação, embora tenham apresentado leve redução proporcional. Por outro lado, impostos sobre renda e contribuições sociais mostraram crescimento, refletindo fatores como aumento da massa salarial e do emprego formal.

O avanço da carga tributária ocorre em um cenário de expansão moderada da economia e maior eficiência na arrecadação. Ainda assim, o novo recorde reacende o debate sobre o peso dos tributos no país e a necessidade de mudanças estruturais no sistema, especialmente no que diz respeito à distribuição e à qualidade da tributação.

O Tesouro Nacional destaca que os dados são preliminares e seguem metodologia alinhada a padrões internacionais, permitindo comparações ao longo do tempo e entre países.

Os dados divulgados pelo governo federal podem ser consultados na íntegra aqui.


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