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DIREITO TRABALHISTA

STF pode julgar lei da transparência salarial nesta semana

Supremo deve analisar ações sobre obrigação de empresas com mais de 100 funcionários divulgarem relatório salarial.

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STF julga Lei da Igualdade Salarial: entenda os pontos em debate

STF pode julgar lei da transparência salarial nesta semana

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode julgar nesta quarta-feira (13) ações que questionam pontos da Lei da Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023).

O tema estava previsto para julgamento nesta semana, mas foi adiado pelo Plenário da Corte.

Os ministros devem analisar dispositivos da norma que criam mecanismos de transparência nos critérios remuneratórios das empresas, com o objetivo de reduzir desigualdades salariais entre homens e mulheres.

Lei exige relatório salarial de empresas

Um dos principais pontos da legislação é a obrigatoriedade de publicação do relatório de transparência salarial por empresas com mais de 100 funcionários.

A medida busca ampliar a fiscalização sobre diferenças remuneratórias entre gêneros dentro das organizações.

CNI e CNC questionam aplicação da lei

Uma das ações em análise foi apresentada pela Confederação Nacional da Indústria e pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

As entidades pedem que o STF estabeleça parâmetros para aplicação da lei.

Segundo as confederações, diferenças salariais podem ocorrer de forma legítima em razão de fatores como:

  1. Tempo de serviço;
  2. Perfeição técnica do trabalho realizado;
  3. Critérios relacionados à função exercida.

A ação tramita como ADI 7612.

Partido Novo também questiona norma

Outra ação foi apresentada pelo Partido Novo.

Segundo a legenda, a exigência de divulgação de informações consideradas sensíveis sobre preços e custos das empresas seria inconstitucional.

O partido argumenta que a medida viola a livre iniciativa por representar intervenção estatal nos critérios de remuneração das empresas.

O processo tramita como ADI 7631.

CUT pede reconhecimento da constitucionalidade

Há ainda uma terceira ação apresentada pela Central Única dos Trabalhadores, pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias Têxtil, Couro, Calçados e Vestuário da CUT.

As entidades pedem que o STF reconheça a constitucionalidade da Lei da Igualdade Salarial.

Segundo a ação, a norma preserva:

  1. A intimidade dos trabalhadores;
  2. A proteção de dados;
  3. A livre iniciativa;
  4. A concorrência empresarial.

As entidades afirmam ainda que o anonimato previsto na divulgação dos dados é elemento central para a execução da lei.

O processo tramita como ADC 92.

Julgamento pode impactar empresas

A decisão do STF poderá definir os limites da obrigação de transparência salarial para empresas com mais de 100 empregados.

O julgamento também deve esclarecer critérios de aplicação da norma e questões relacionadas à divulgação de informações empresariais.

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