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MERCADO DE TRABALHO

Quase 95% das mulheres relatam estagnação na carreira durante gravidez

Levantamento mostra que 94,8% das profissionais não receberam promoção durante gravidez ou licença-maternidade, mesmo com avanço feminino em cargos de liderança.

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94,8% das mulheres não receberam promoção na gravidez, diz pesquisa

Quase 95% das mulheres relatam estagnação na carreira durante gravidez

Um levantamento divulgado pela Catho em 2025 revelou que 94,8% das mulheres entrevistadas afirmaram nunca ter recebido promoção durante a gravidez ou o período de licença-maternidade no Brasil. O dado reacende o debate sobre os desafios enfrentados por profissionais mulheres na progressão de carreira e na ocupação de cargos de liderança no mercado de trabalho.

O tema ganha destaque em meio à divulgação do estudo “The State of Women in Leadership 2026”, publicado pelo LinkedIn, que aponta o Brasil à frente de países como França, Itália e Reino Unido em participação feminina em posições de liderança. Atualmente, mulheres ocupam 32,2% dos cargos de gestão no país, segundo o levantamento.

Apesar do avanço nos indicadores de liderança feminina, especialistas apontam que fatores relacionados à maternidade ainda representam barreiras relevantes para crescimento profissional, remuneração e acesso a posições estratégicas dentro das empresas.

Maternidade ainda impacta crescimento profissional das mulheres

Os dados da pesquisa da Catho mostram que gravidez e licença-maternidade continuam influenciando a trajetória profissional de grande parte das trabalhadoras brasileiras.

Além da baixa incidência de promoções durante esse período, muitas profissionais enfrentam dificuldades relacionadas à retomada da carreira, oportunidades de liderança e acesso a funções executivas após a maternidade.

O debate também envolve questões estruturais do mercado de trabalho, como políticas de retenção de talentos, flexibilidade corporativa e igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.

Empresas vêm ampliando discussões sobre inclusão, diversidade e desenvolvimento de lideranças femininas, especialmente diante das mudanças nas dinâmicas organizacionais e geracionais.

Brasil avança em liderança feminina, mas ainda enfrenta desigualdades

Segundo o estudo do LinkedIn, o Brasil ocupa a 32ª posição global em participação feminina em cargos de liderança, com percentual superior ao registrado em algumas economias europeias.

Na América Latina, países como Colômbia, Costa Rica e Chile também aparecem entre os destaques do ranking internacional.

Apesar do crescimento da presença feminina em posições de gestão, especialistas avaliam que ainda existem desafios relacionados à ocupação de cargos C-level, conselhos administrativos e funções estratégicas nas organizações.

A diferença entre homens e mulheres em promoções, remuneração e oportunidades corporativas segue entre os principais pontos monitorados pelas áreas de Recursos Humanos e governança corporativa.

Gerações mais jovens ampliam participação feminina no mercado

O levantamento do LinkedIn também identificou crescimento da presença feminina entre profissionais da Geração Z. Segundo o estudo, mulheres representam 48% da força de trabalho dessa geração, percentual superior ao registrado entre os Baby Boomers.

As novas gerações vêm impulsionando discussões relacionadas à diversidade, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e novos formatos de liderança corporativa.

Nesse cenário, habilidades ligadas à comunicação, gestão de equipes e mediação de conflitos passaram a ganhar mais relevância dentro das empresas.

A tendência é que as mudanças geracionais continuem influenciando políticas de inclusão e estratégias de desenvolvimento de lideranças nos próximos anos.

RH e empresas acompanham indicadores de diversidade corporativa

Indicadores relacionados à liderança feminina passaram a integrar métricas de governança e gestão utilizadas por empresas de diferentes setores.

Além de programas de desenvolvimento profissional, organizações têm ampliado iniciativas voltadas à equidade de gênero, retenção de talentos e inclusão no ambiente corporativo.

Especialistas apontam que políticas internas relacionadas à maternidade, flexibilidade de trabalho e progressão de carreira tendem a ganhar ainda mais importância nas estratégias de Recursos Humanos.

Com a ampliação do debate sobre diversidade nas empresas, o acompanhamento de indicadores de liderança feminina e igualdade de oportunidades deve continuar entre os temas prioritários da agenda corporativa.

Com informações da Assessoria de Imprensa Criativos

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